BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

27 de julho de 2019

LIVRARIAS SE ACABANDO. KINDLE, LIVROS FISICOS, VALCI BARRETO TV RUA, SALVADOR, SALVADOR BAHIA

LIVRARIAS SE ACABANDO. NADA DE ANORMAL. SÃO OS NOVOS TEMPOS. DOI, MAS OS LIVROS FÍSICOS VÃO SE ACABAR. AS LIVRARIAS COMO AS CONHECEMOS TAMBEM.
Valci Barreto, Advogado, jornalista, cicloativista baiano.
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Amigos, apaixonados por livros e livrarias e eu também, sofrendo, quase chorando quando hoje visitamos livrarias como Saraiva e Cultura.
Desolador, sem dúvida.
Mas temos que nos conformar e nos adaptar aos novos tempos.
Em relação à leitura em si, não tenho sofrido muito vez que adaptei-me, perfeitamente, ao KINDLE.
Apesar de sempre estar comprando livros em sebos de rua,-os sebos de lojas também estão com preços muito caros - por aí, tenho lido muito mais no Kindle e celular do que em livros físicos. Como ando mais na rua do que em casa, na rua estou sempre com os livros digitais por todas as facilidades que ele oferece: milhões de livros no bolso do paletó, ou na mochila, com visualizações cada vez mais fáceis, rápidas e cada vez melhores com baterias cada vez com mais tempo para leitura -15 dias, um mes ,sem precisara recaregar, a depender do aparelho que voce comprar e do temo de sua leitura-
Antes, quando fazia alguma viagem, levava uma quantidade e peso de livros com todos os incômodos que se conhece. Hoje ,levo apenas o Kindle e apenas um livro bem escolhido, para o caso de descarrego da bateria do Kindle durante a viagem.
Além das vantagens acima do livro digital, vamos a outras :
Nos digitais, da AMAZOM: zilhoes de livros clássicos da literatura mundial ao preco de até centavos, cinquenta centavos, um real, dois reais.
Imaginando uma biblioteca de 3000 mil livros, a 30 reais cada, preço medio dos livros físcos mais baratos, o investimento seria de 30 000 mil reais, sem contar material e tempod e limpeza dos livros e do espaço ocupado. E preço do carrego em alguma mudança em que não se queira abandonar os livros. Esta mesma biblioteca, de tres mil livros, custaria entre tres a cinco mil reais , sem precisar de limpeza de fungo , traça nem as prateliras, e, em caso de mudança, segue bem mais que isto no bolso de um paletó, na mão ou em pequena bolsa.
-leitura em vários tamanhos e formas de letras, que você muda com um simples toque.
-pode ser lido até se faltar luz na casa , sitio, barco, vez que o aparelho tem luz própria, adpatavel atomatica ou manualmente de acordo com sua necessidade de visualizão.
Palavras não conhecidas pelo leitor, clica nela e vem sinônimos e até tradução imediata para a lingua que quiser.
Pode ser marcado e riscado, digitalmente . Voce já economiza a caneta, o lápis, o marcador de texto.
Se você assinada o Kindle ilimited, paga 30 reais por mês e você ler uma infinidade de livros de graça. Pode baixar até dez livros de graça que fica o tempo que você quiser à sua disposição.
-Voce recebe os livros onde quiser, onde estiver, até sem estar com o aparelho em mãos , basta estar com computador ou celula disponível, não precisando preencher qualquer formulário. Basta um click.
Só estes itens seriam suficientes para que leitores migrem sem qualquer dúvida para os digitais.
Com estes atrativos, como poderão as livrais concorreram , com preços de livros caros e até caríssimos para os padrões brasileiros?
Quando você vai a um shopping se for apenas comprar um livro, você vai trocar de roupa calçar, se vestir se pentear, calçar o sapato, pegar carro, moto ônibus, uber . Quando voltar fazer toda a operação: tirar roupa, tomar banho, .......No kindle vocer aperta o livro em poucos minutos ou segundos já está pronto para a leitura. Economia de tempo e dinheiro.
Quanto a tomar café´com amigos, a livraria faz muita diferença, sem dúvida. Nelas estão pessoas que gostam de ler. Por isto mais fácil encontra-las naquela espécie de “clube de leitura,de papo de literatura”, do que em uma padaria, E o “clima” para a turma é insuperaval, na livraria , é insuperável.
Mas, considerando os custos elevados destes cafés, cujos pãezinhos, cafés, merendinhas , sucos, são caríssimos para os padrões brasileiros. Às vezes com preços maiores que o de um bom almoço, dependendo do consumo, Voce pode marcar com amigos leitores em outros lugares, Não será a mesma coisa, óbvio. Mas a leitura e o papo acontecerá e suas leituras também, por preços bem mais baratos .
Amo livrarias sebos, pago caro pelo café e guleisemas onde existem, a exemplo das livrarias citadas.
Mas , tendo -me adaptado ao Kindle, e fugindo dos gastos elevados dos físicos e dos cafés dos choppings , deixo estes para encontros muitos especiais, com familiares e amigos muito especiais, que marco ou que encontro por lá. Vou como quem não se importa em por no pescoço a corrente de ouro mais cara ou a pulseira mais cara no pulso.
A leitura digital e´o uber diante do taxi, os carregadores de mala diante das malas com rodinhas; das músicas digitalizadas diante do disco de vinil, do alfaiate diante da indústria chinesa, do computador diante da máquina de escrever, do engenho diante da usina. Não tem como o livro e a livraria física concorrerem.
Em termos históricos, nada de novo: o livro já foi de papiro, o jornal e livro já foram impressos em pedras e madeiras. A geração atual não os conheceram nem os conhecem , senão através dos livros .
Sou leitor, apaixonado por jornais, mas raramente compro algum atualmente: caro, limitado , todos se transformando em poucas folhas com quase todo o conteúdo mais próprios como pasquins de marketings de políticos , futebol, e de anúncios de shows e de artistas, assim mesmo em bem menor dimensão que nas redes.
Não mais teremos jornal como o Estadão, que pesava quilos de papel, tinta, fotos e textos magistrais (sugiro, a respeito, a leitura do JORNAL DA TARDE, Uma Odisséia que Revolucionou a Imprensa Brasileira,e Ferdinando Casa Grande. Tem edição Digital no AMAZOM).
Grandes jornais, revistas, articulistas, todos migrando para os digitais, falando ao vivo , diretamente para seu publico e até publicando opiniões, textos, vídeos , dos leitores em tempo real, sem limitação de tempo e espaço de folhas de papel.
Nos países europeus, nos Estados unidos, a nova geração não mais lê ,nem compra livros nem jornais físicos. Falo de leitores, da legião de amantes da leitura.
Não poderemos deixar de sofrer a perda de um valor, um grande bem, o livro e as livrarias , o encontro de amigos e leitores, eventos que nelas acontecem . Mas não se pode sofrer mais, imaginando que haverá retorno. Não haverá. Sumirão como sumiram os livros impressos em papiros, pedras, barros, tijolos, madeiras, tipos de chumbo.
Vamos nos acostumando, escolhendo outros espaços, locais para o cafezinho e “clubinhos” de papo e leitura. Os bares e restaurantes, padarias, caixotes de frutas em feiras livres, disponíveis para estes fins. Sem leitura, papo e livros é que não se vai ficar. Eu não ficarei e já estou preparado para que as lágrimas doam menos.
O conteudo não morrerá. Entao , estamos salvos.
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