EU TAMBÉM QUERO MORAR EM PREDIO COM PISCINA, QUADRAS POLIESPORTIVAS, CHÃO SEM LAMA, SEM BURACOS ….
já escrevi sobre isto há alguns anos e publiquei na minha página do face.-
Valci Barreto,
Procurador Jurídico Uneb, leitor, cicloativista baiano.
-02.02.2024-
Iria pedalando para o Rio Vermelho , iria às sete da manhã para voltar no máximo onze horas . Onze horas, mais ou menos ,começam as muvucas e a ter muita gente nas ruas do Rio Vermelho , o que não cobina com bicicleta rodando.
Como tive tarefas a fazer, e preferia fazer neste 2 de fevereiro, vou me divertir de outra forma, lendo, fazendo coisas pelas ruas, inclusive pedalando pela região da Barra e ,talvez, centro de Salvador.
Falarei aqui de assuntos diversos, até eu sentir que me “desabafei” teclando,
TODO MUNDO QUER MORAR BEM.
Todo mundo quer morar bem e cada dia , dependendo do poder aquisitivo dos consumidores, as pessoas querem mais equipamentos em seus prédios, casas, condominios: piscinas, locais para caminhadas, quadras poliesportivas, espaços de recreação, lazer, estacionamentos cobertos, mercadinhos, quiosques, parquinhos para seus animais de estimação…e, de prefncierência, o mais perto possível, do mar.
AS RUAS, QUEREM COM ARVORES . PORÉM…
Vejo , leio, ouço pessoas escrevendo, gravando vídeos, reclamando da falta de a´rvores, do excesso de cimento nas cidades.
Quem não quer morar em uma cidade arborizada, com rios , cachoeiras, mar, vento acariciando os corpos? Todos querem.
MILITANCIA ECOLOGICA RECLAMOES DE BARRIGA CHEIA.
A militância que vejo nas redes, de um modo geral, são de pessoas que ganham bem , querem ganhar dinheiro, votos, tornarem-se conhecidos, venderem livros e palestras ou mesmo tornarem suas atividades mais conhecidas e por conseguinte mais lucrativas.
Normalmente , pelo menos o que vejo, são pessoas bem de vida que moram bem, em predios, casas, bairros de classe média para cima. Não vejo pobres, miseráveis, “militando” em favor de algumas destas causas, exceto como massa de manobra. Estes reclamam do preço do botijão de gaz, da luz, agua, violência nas ruas , Porém, raramente formam grupos , ongs , entidades de alguma influencia. A grana e patrocínio vão para os amigos do rei, como sempre.
Pois bem, a classe melhor aquinhoada, mora em prédios e condomínios feitos de ferro e cimento, inclusive as cobertura das garagens para melhor protegerem os seus veículos.
Depois que adquirem suas casas e mansões, vão para as ruas e redes sociais reclamarem das novas construções, dizendo que estas vão tapar o vento, o sol, o céu, esquentar o planeta e que a cidade e ruas só têm cimento.
Ou seja, estão acomodados, no bem bom, morando bem , morando em predios e a´reas que tiveram a´rvores e animais sacrificados para nelas construirem. Mas não querem que outras construções sejam feitas, especialmente se taparem O SEU VENTO, O SEU SOL, O SEU MAR.
RUAS SEM A´RVORES FRUTIFERAS.
Reclamam que faltam a´rvores nas ruas. Mas se foram plantadas árvores, querem que sejam todos os dias podadas, que não tenham frutos para não cairem em suas cabeças e , sobretudo, em seus carros.
Em Salvador, que é onde eu moro, não se vê mais um pé de coco, que antes ocupavam toda a orla até a beirada da areia da práia.
Foram sacrificando todos para construção , e para não cairem cocos sobre a cabeça das pessoas nem sobre os carros. Imagine a população de Salvador de hoje com uma orla abrigando coqueirais…Seriam v´arios carros machucados, arranhados e muita gente morta ou aleijada com quedas de coco e hastes de coqueiros em suas cabeças.
Conheci a Av.centenário com muitos pés de frutas, inclusive jacas, cajas, mangas… e os meninos jogando pedra para derrubá-las caindo muitas pedras e frutas sobre o teto dos carros. E um rio em toda a extensão da avenida,hoje soterrado.
RIOS , RIACHOS , CACHOEIRAS EM SALVADOR. QUEREM OS RIOS MAS Não QUEREM OS MOSQUITOS.
Registraram viajantes que passaram por Salvador, inclusive dos s´culos ,XVII, XVIII..as suas emoções, observações , do que viam em uma Salvador, cheia de fontes naturais, jorrando de todos os cantos; rios, muita agua, animais , o frescor dos ventos e muitas frutas.
As fontes, rios e até cachoeiras foram todas soterradas. Mas o que determinou o que hoje vemos? o crescimento da cidade, a busca pelo conforto dos seus moradores , que aos poucos não queriam viver pisando nas poças d´agua, feses de animais pelas ruas , nem queriam ser picados por insetos que água, rios, corregos, arvores, frutas, abrigam em profusão, sem contar as doenças que tudo isso também provoca.
A MILITANCIA QUE APENAS OLHA PARA SEU PROPRIO UMBIGO NÃO MERECE CREDITO. É BOM FICARMOS ATENTOS PARA NÃO APOIARMOS O BEM PARA OS OUTROS E O MAL PARA SI.
Ninguem pode ser contra militancia em favor do bem comum. Mas o que mais vemos é uma militancia que pensa em seu próprio conforto esquecendo que os outros tambem o merecem.
Voce morar em um condominio extenso, casa muito grande, acima do que precisa uma familia simples para viver, voce não tem nenhuma moral para reclamar do “cimento dos outros”.
Para ter moral para reclamar, comece derrubando sua casa ou prédio e em seguida plantar as a´rvores e plantas que foram sacreficadas para sua casa casa ser construída. Deve derrubar, pelo menos o excesso da sua casa ou condominio. E não comprar apartamento em prédios a serem construídos sobre a´rea verde.
RIOS , AGUAS NAS RUAS.
Se você quer aguas , rios, ausencia de cimento nas ruas deve-se acostumar a pisar em poça d agua, conviver com mosquitos e andar sobre lama em tempo de chuva. E nas ladeiras ingremes, treinar descer de SKIBUNDA, sem se importar com a lama.
COMEÇE PELA SUA GRAMA.
A pessoa de diz ecologicamente correta. Mas seu jardim tem grama cortada , quase diariamente. Os cortes são tão baixos que não deixam nem as sementes para atrairem e alimentarem pássaros.
Começe plantando capins que gerem sementes que alimentem os pa´ssaros. Já é um começo. Depois, o resto, vai fazendo aos poucos, inclusive plantando gramas que produzam sementes para os passaros e flores sobre suas garagens para as abelhas. E ,ao ir à padaria , farmacia, academia, perto de casa, vai a pé ou em bike e deixe seu carro em casa.
Pelo menos esta útima parte eu tenho feito. Mas, confesso, não é pensando em ecologia . Sim, no meu prazer que, por coicidência, não gasta pneu, ferro, gasolina, tinta de um véiculo motorizado.
Sou ecológico, mas em tempos de rede posso, pelo menos, falar com pessoas que por acaso não observem estas coisas tao simples porque olham apenas para seu conforto , bem estar e nao quererem que outros morem bem. Mas não são capazes de plantarem um pé de capim para alimentar os passarinhos…nem pisar em uma pocinha d agua para não sujar o sapato …
valci barreto, 02.02,2024.
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