BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

13 de janeiro de 2024

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 ESCRITORES e CRONISTAS HEMINGWAY e YGOR COELHO.

Valci Barreto, jornalista, blogueiro, advogado, amante de livros , bicicletas, cinema e de tudo que não faz mal à saude. Nascido emJaguaquara, mora em Salvador.

Não conheço pessoalmente o nosso escritor, cronista, YGOR COELHO. Mas já nos prometemos, via face, tomarmos um café , certamente no CAFÉ DO ESPAÇO GLAUBER, na Praça Castro Alves; Livraria Escariz ,no Shopping Barra ou no Restaurante, Livraria ,DOCA 1, Terminal da França, Comercio, Salvador , Bahia.

Estes dias, mais um texto dele me chamou a atenção, quando ele diz que ficou na dúvida de qual carreira seguir, sendo jornalismo uma das opções.

Eu também queria ser jornalista já que não tinha talento para jogar na seleção brasileira de futebol nem ser um Frank Sinatra.

Mas eu pensava em uma carreira que me desse , com menos dificuldade, uma satisfação também economica e que não dependesse somente de emprego, sabendo eu das dificuldades de empregabilidade em nosso pais.

Por isso optei , após o primeiro cientifico, fazer Medicina, direito ou contabilidade, para não depender sòmente de emprego.

Decidi e me formei em Direito. Ygor em Agronomia.

Logo que cheguei a Salvador, final de 71, inicio de 72, com pais e irmãos,enquanto meu irmão, Antenor Barreto,já falecido, foi trabalhar no Jornal ´ A Tarde, levando pela maos do saudoso JOAQUIM NERY, pai dos Nery da Central do Carnaval, meus grandes amigos até hoje, fui trabalhar no antigo UNIBANCO. Meu irmão , vocacionado também para o Jornalismo, formou-se na UFBA, como jornalista.

Neste perído ,Rubem Newton, Zoraide Vilas Boas Boas , da equipe de jornalistas de `ATarde, frequentavam nossa casa no Garcia.Eu ficava muito orgulhoso quando via seus nomes impressos naquele Jornal. Neste periodo eu já afastara meu desejo de tornar-me jornalista, até mesmo porque, trabalhando em banco ,jamais poderia cursar jornalismo na Ufba, única faculdade então existente, com horario totalmente incompativel com a vida de bancario. Além disso, sem saber dos que ganhavam bem, sendo o meu salário maior do que o do irmão, achei que assim seria por toda a vida: outros empregos e ativadades recebendo melhor do que os pagos a jornalistas. `Obvio que era uma visão equivocada minha. O equivoco vinha de depoimentos de grandes jornalistas que diziam não serem bem remunados, a exempo de textos que lia, inclusive de jornalistas consagrados como Rubem Braga e Antonio Maria, Carlinhos Olveira, para citar só 3 icones do jornalismo Brasileiro, cujos escritos ainda me fascina. Eu nasci jornalista. Não falo com arrogancia nem vaidades bobas. Não sei se tem algo a ver com espiritualidade, mas meu despertar foi na infância .Pela casa e bairro em que eu morava, em Jaguaquara, minha querida terra natal, no bairro pobre da Casca, eu tinha entre 9 e 10 anos de idade, quando, abrindo uma revista de HQ, vi a imagem de um personagem sentado em uma mesa lendo um jornal. Ainda lembro de várias imagens desta revista. Mais tarde decifrei o meu sentir , ao ver aquela imagem, como uma paixão.

E desde antes de aprender a ler, quando ainda morava na Fazenda Agua Doce, a uns dez a quinze quilometros , não sei bem, da séde do municipio, escutava meu pai lendo jornais para seus clientes em uma pequena quitana que mantinha naquela fazenda, de proprieda do nosso amigo, já falecido, que tornou-se prefeito da cidade, Leonídio Pinheiro, o qual veio a ser meu colega na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Salvador.

MINHA VIDA ESTUDANTIL SE CONFUNDE COM A DE MUITOS JORNALITAS QUANDO TAMBÉM ESTUDANTES DO CURSO MEDIO

Lendo biografias e depoimentos de jornalistas, vi que parte da minha vida se confunde com a maioria da deles: exercício de cargos, inclusive presidencia, de grêmio estudantil, paixão pelos livros, desejo de escrever, criação e manutenção de murais de escola, biblioteca e publicações de ZINES . (como eu sonhava ter um mimeógrafo no tempo de colégio!!)

HEMINGWAY.

Nos seus escritos, YGOR está sempre citando Hemingway, ícone do NEW JORNALISM, e procurando um café para, tal qual o autor de O VELHO E O MAR, escrever suas crônicas.
Pelo que li de Ygor, o mesmo se passa comigo: toda vez que vou escrever algo , lembro de Hemingway. Mas, preguiçoso para sair de casa em certos momentos, nem sempre busco cafés ou livrarias, embora eles também aguçem meu desejo de pelo menos anotar algo.
No meu caso, a lembrança do Hemingway não é tanto pelo valor de seus romances, que leio e releio sempre, mas pelos contos, crônicas e pela forma como narra a sua forma de escrever, que guarda muita relação com os cafés e livrarias por onde andou, sobretudo Paris. Os cafés também me trazem sua lembrança, o que acredito ser comum entre seus admiradores.
Depois de estabilizado em emprego, no Estado e na profissão de advogado , criadas as filhas, passando pela Faculdade do Salvador, no Comércio, vi uma grande placa FACULDADE DE JORNALISMO e pensei: foi feita para mim, já que perto da geografia por onde eu andava e trabalhava. : advogado militante na Justiça do Trabalho.
Cheguei em casa, falei com esposa e liguei para a filha Luciana, formada em Direito e jornalista premiada em matérias do CADERNO REPORTER do Correio da Bahia, dizendo-lhes da minha descoberta e desejo: vou fazer jornalismo. Delas tive o maior apoio. FAÇA. Minha filha, “enchendo minha bola” acrescentou: mas você já é jornalista meu pai! (é que eu já escrevia para a FOLHA DO RECONCAVO, jornal impresso de Candeias,do saudoso amigo CLAUDEMIRO BISPO e criara e escrevia no JORNAL DA ABAT ) e arrematou: Mas faça, pegue seu canudo!
Deixando os detalhes para outro texto, ou sequencia deste em outro momento, terminei diplomado em Jornalismo. Não exerço o jornalismo profissional. Escrevo estas experiencias para as redes. Sou advogado e Jornalista, mas o advogado é que paga ao Jornalista.
Após formado, diplomado , O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL dispensou o diploma para o exercício do Jornalismo. Mas não me arrependo de ter concluído o curso.
No país dos canudos, muitos deles inúteis para a vida economica, o meu já me proporcionou alegres histórias que contarei em outro texto. Ygor , é igualmente, escritor , cronista e jornalista já que o Supremo dispensou o canudo e ele escreve com estilo , disciplina e competencia de profissional. Diz, em outras palavras, como se trabalhasse em uma redação de jornal ou estivesse escrevendo em um café tal qual o Hemingway fazia profissionalmente.
No meu caso, tenho canudo, mas não exerçendo profissionalmente, o advogado é que paga ao jornalista.
No caso de Ygor, quem paga é o agronomo.
Admirado, em suas redes, já teve generosa oferta de doação para publicar seu livro . Generosa e educadamente recusou -a , entendendo desnecessária, conforme está publicado em seu Face.
Na recusa deixou a mensagem não escrita de que a vocação, o desejo de escrever é até maior do que ver a publicação impressa que, diga-se, dá uma trabalheira danada e custa caro.
Graças `as redes, temos hoje grandes escritores, cronistas , cineastas, editores de belos livros, comentadores, muitos deles excepcionais , com ou sem diploma mas todos com muito desejo de fazer o que faz.
No caso de quem escreve por desejo ,muitos nem se importam se alguem vai ler ou não e sem a pressa exigida aos profissionais.
Estes são benefícios atribuidos a quem não depende do escrito ou da arte em geral para sobreviver .
Obviamente que gostamos quando alguém lê, ainda que apenas uma frase e ainda que dela não mais se lembre.
No meu caso, o que acho importante são apenas as dicas que dou de leitura,lugares e atividades que me dão prazer e que gosto de compartilhar .
Como exemplo, para quem gosta e tem vontade de escrever, gosto de citar um texto de Hemingway, publicado no livro TEMPO DE VIVER, onde ele diz o que deve alguem fazer e ler para tornar-se um bom escritor.
Ele diz no texto, em outras palavras, SE ALGUEM SE OCUPA EM ENSINAR A ESCREVER É PORQUE NÃO SABE ESCREVER.
Contradizendo-se , as lições por ele dadas , que estão nas fotos e vídeos a seguir publicadas, causou forte emoção e aprendizado ao escritor GARCIA MARQUES, conforme uma das suas entrevistas sobre a arte de escrever, que li em livro que não me lembro mais o título.
Mais uma vez Hemingway me lembra o Ygor que tanto o cita em suas cronicas, impondo-me a imaginação de que o escritor, cronista baiano , é ,também, personagem inspirador do filme MEIA NOITE EM PARIS. E ´ que , quando está em um café, baixa-lhe o espírito do grande autor americano.
valci barreto,Salvador, 13.01.2023.
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