BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

18 de setembro de 2019

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SEMINÁRIOS, ENCONTROS, PALESTRAS , AUDIENCIAS PUBLICAS SOBRE MOBILIDADE URBANA. BICICLETAS.

-SEM REVISÃO DE TEXTO-

Valci Barreto.
Advogado, jornalista, leitor, cicloativista baiano, que quer usar a bicicleta como meio transporte enquanto tiver perna, cabeça,   em qualquer lugar que estiver passeando ou morando. APAIXONADO por locais movimentado de gente, quitandas, Comercio, feiras ,  Barra e centro de Salvador, especialmente pelos locais que recebem bem a bicicleta.


Mobilidade urbana é tema recorrente de , encontros, teses, trabalhos acadêmicos . Interessa-nos, por enquanto, a mobilidade em bicicleta para efeito deste texto.

A prefeitura de Salvador, sem qualquer ´duvida, vem implementando muitas ações em favor das bicicletas nas ruas. Peço dispensa de elencar, senão algumas,  mesmo porque visíveis, sobretudo na região da Barra, orla, Corredor da Vitória.
Um dos mais importantes atos foi a liberação do Elevador Lacerda , Plano Inclinado e Liberdade para o transito de bike. Um dos mais importantes porque  , apesar de insistentes reuniões e reivindicações no passado, os governos municipais anteriores não davam a mínima atenção. Mesmo os servidores nos recebendo muito bem, jamais a liberação foi operada. Felizmente podemos hoje  trafegar com bem mais facilidade no  trajeto cidade alta / cidade baixa.
Há muito, porém, a vencer que dependente tão somente de boa vontade por parte de entidades públicas e empresários  e dos próprios bicicleteiros, a exemplo:
Liberação das escadarias da Lapa, tanto as fíxas quanto as rolantes.
Liberação de ônibus para o transporte de bike, sugerindo a instalação de equipamentos para transportá-las no fundo ou em frente aos ônibus, comuns em cidades como Toronto,Waschington, Montreal e muitas cidades europeias.
Enquanto não se instalam estes equipamentos, que seja permitido o transporte no interior dos ônibus. Para isto basta uma campanha educativa junto a motoristas, empresários, poder publico e usuários de bike e de ônibus.
Liberação de qualquer tipo de  bike , em qualquer dia e hora nos metrôs.
Nos metrôs  de Salvador, infelizmente, há necessidade de separação do espação para bike, uma vez que, infelizmente, as pessoas que estão no interior deles não cedem o espaço para a bicicleta acessar o trem. Vivi esta experiencia mais de uma vez: as pessoas ocupam o espaço que é da bike , mas se você tentar usa-lo as pessoas sequer se mechem, mesmo que o trem não esteja cheio de passageiros. Só cedem se você gritar ou usar um segurança. Mas isto não é o que deve acontecer. Não é civilizado.  Daí a necessidade  equipamentos adequados. Em países europeus, que acolhem a bike, ela entra em metrô em qualquer momento. As pessoas entram e saem sem traumas. Aqui, porém, como sempre se hostilizou a bicicleta, há necessidade de alguma ação do poder publico, das pessoas, dos usuários de bike para que as coisas fluam normalmente.
Não basta campanhas em rádios, tv e redes sociais. È preciso mais para que a população entenda e respeite a bike como um meio de transporte normal e benéfico para toda a população.

Bicicletários.
Infelizmente temos problemas de vandalismo, roubos , assaltos em todas as áreas. A bike não fica de fora. No entanto, pode-se vencer a dificuldade de implantação de bicicletários em postes .

Sendo nossas ruas por demais estreitas, uma sugestão é a utilização de bicicletários como os existentes em Toronto e Montreal: Anéis envolvendo postes, com furos por onde se pode amarrar a bicicleta. Como por aqui roubam alumínios, ferros e outros tipos de materiais, é importante estudar um material que não seja atrativo para o furto ou roubo . Certamente não haverá dificuldade para que se utilize um material adequado.
Permissão para transito de bicicletas no interior de shoppings, supermercados, grandes prédios. È que há situações em que o shopping tem um bicicletário, mas o ciclista tem que dar voltas que poderiam serem evitadas tão somente atravessando o espaço térreo.
Pode parecer incomodo, mas a bicicleta ocupa menos espaço do que uma mala E o risco de sujar o chão, salvo em caso de ciclista mal educado, é bem menor do que de animais que hoje podem circular em shoppings.
Diminuição de preço para o transito de bike em transportes de um modo geral, sobretudo nos marítimos, que são os mais caros no caso de Salvador .

Como exemplo, foi -me cobrado 34 reais para o transporte de uma bike em ônibus , na Aguia Branca, de Itabuna para Salvador. Eu estava apenas com a bike e dois alfoges pequenos, menores do que uma mochila comum. Tentei argumentar com o funcionário, mas como não havia acordo, preferi pagar. Foi-me cobrado como excesso de bagagem. Não vi sentido mas não iria  colaborar para retardar a saída do ônibus, prejudicando os passageiros.
Os shoppings, supermercados de Salvador, de um modo geral já instalaram seus bicicletários.
Os ciclistas devem manter uma ação permanente de convencimentos aos comerciantes de um modo geral, da quantidade de pessoas que já andam em bike e que já preferem irem comprar em locais que já facilitam o estacionamento para bicicleta. Alguns permitem, inclusive, que você entre na loja com sua bike, ou dão algum jeito para que a bicicleta fique em local seguro. Obvio que depende do comerciante, do funcionário, e também do espaço que muitos realmente não possuem. Importante, sempre, a educação, o respeito, o bom senso.
Os ciclistas pedem muito o respeito dos motoristas para com a bicicleta. Porém , um bom numero não respeitam o pedestre, desobedecem regras de transito, e ao entrar em lojas não limpam seus  pneus. E, não usando descanso, ainda sujam as paredes das lojas. Realmente , neste caso, não se deve receber a bike pois a limpeza de uma parede não é barata e sujeira e´uma coisa sempre feia e que causa doenças; físicas e ou psicológicas.
A educação, o respeito serão sempre boas soluções. E, neste item, nossos bicicleteiros não tem dado bons exemplos: tiram fino em pedestres, buzinam para o pedestre sair da frente e fazem das ciclovias,ciclofaixas e mesmo as ruas de pistas de corridas, cometendo as mesmas faltas que tanto condenam nos motoristas.
SEMINARIOS E ENCONTROS/ALGUMAS OBSERVAÇÕES.
´E muito comum os seminários e encontros de mobilidade serem geridos, organizados, e expostos os temas por pessoas que não usam a bicicleta. Funcionam estes encontros como bate papos tão somente para arrecadar dinheiro, voto, aplausos, dar visibilidade a pessoas, grupos, políticos, propagar idéias de “donos delas”.  Em tempo de redes, muitos destes encontros e seminários são por demais desnecessários. Nada produzem de prático. Há as exceções, os que se reproduzem se propagam de forma muito positiva.

Um bom número , porém, são improdutivos, uma vez que deles quase sempre não resultam efeitos práticos. Não condeno nenhum deles. Todos são importantes para as bicicletas. Mas seriam ainda mais se cada um deles resultasse em um passeio de bike onde se mostrasse a todos os palestrantes como realmente funcionam as coisas nas ruas e o que é necessário fazer para melhorarmos sempre.
Há atos que não dependem de seminários. Como exemplo, a liberação das escadarias da Lapa, só para citar um exemplo, para passagem de bike, basta um ofício à administração publica ou privada do terminal.
Foi assim que foi liberado o Elevador Lacerda e é como se pode também liberar o acesso de bike para ônibus e metrôs.
Não creio que sejam necessárias passeatas , quebra – quebra, discursos e um PAI DA IDEIA , para outdoor de campanha política.

Bastam boa vontade e um oficio de quem detém o poder.
Aos ciclistas, não tenho duvidas de que, grupos pequenos de até 5 ciclistas ativos , podem levar bem mais conquistas para as bikes do que dois mil ciclistas correndo , com carros de som pela orla de Salvador , por  exemplo. É hora de avançarmos, de reivindicarmos, de pedirmos, de darmos sugestões de falarmos com a população, independentemente de participarmos de grandes eventos. Todos são importantes, grandes e pequenos. Mas estamos viciados nos grandes, nos festivos, esquecendo que levando mensagens individuais, panfletos individuais ou de pequenos grupos com mensagens deixadas em pontos de taxis, lojas, falando com familiares sobre estas coisas, os resultados serão bem mais positivos do que uma corrida cheia de velocidade, apito , roupas e bicicletas caras , como se fosse um tour the france, sem as virtudes deste .
Autorizada a reprodução, mesmo sem citação  da fonte e do autor.
Este texto pode ser usado por qualquer palestrante, ouvinte, participante de todo e qualquer seminário, passeio, encontro, bares, quitandas, onde se falar e ouvir falar em bicicleta.
Nem precisa citar o nome do autor. Só deixo meu nome para os curiosos: valci barreto.

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