TRABALHANDO, PEDALANDO, CONHECENDO UM POUQUINHO DE ITABUNA
DICAS DE DIFUCULDADES DE COMUNICAÇÃO E DE PEDAL.
Valci barreto,
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Yotube
Fui para uma audiência no Forum de Itabuna e, como sempre,
levei minha bicicleta dobrável para um passeio pela cidade .
Fui em ônibus executivo da AGUIA BRANCA, no dia 12 de agosto
de 2019, saindo da Rodoviária de Salvador às 22.40.
Gentilmente , em Salvador, o funcionário da Águia Branca,
muito cuidadoso com minha bike , amarrou-a em uma das divisórias do maleiro .
Agradeci, subi no ônibus e segui. Nenhuma taxa foi cobrada para a condução da
bicicleta. Em Salvador, todas as informações no guichê, dos funcionários da
Rodoviária e dos da Àguia branca era no sentido de que era comum a condução de
bike nos ônibus e que algumas empresas cobravam,
outras não . Em Salvador, atendimento
perfeito dos funcionários, e nada cobraram.
CHEGANDO EM ITABUNA.
Havia escolhido o Hotel Palace para hospedar-me, pois gosto
de ficar em hotéis em centro comercial, onde haja movimento de pessoas, lojas. cafés,
perto de shoppings, barracas, bares, restaurantes. Está é “minha praia”, em
geral, em qualquer cidade que eu vá.
A dica do hotel, localização, o que havia por perto, me foi
dada pela minha professora de violão Luma Pinto, nascida naquela cidade.
Por aqui, agradecendo à pró. Foi tudo até mais do que eu esperava.
Cheguei ao amanhecer, ainda um pouco escuro. Tinha olhado no
Google MAP a distancia entre a Rodoviária e Hotel que marcava 1,5 km. Por isto
decidi ir pedalando , aguardando um pouco
o dia clarear, por questão de segurança. Tomei informações com os funcionários,
passageiros, seguranças, como faria para chegar ao Hotel em bike, tendo
recebido todas as operações, inclusive afirmando que naquele horário não
haveria riscos de violência pelos caminhos. Apesar de todos nós sabermos a insegurança
em nosso país, sentir-me confiante e comecei a pedalar em direção ao Hotel.
EXCEPCIONAL RECEPÇÃO NO HOTEL PALACE DE ITABUNA.
Chegando ao Hotel.
Estacionei a bike no passeio e me dirigi à recepção do hotel.
Logo após responder ao meu “bom dia”, e que eu fizera uma reserva para ali
hospedar-me, o simpático, atencioso, ANDERSON, antes mesmo de conferir a reserva,
olhou para mim e disse:
-Traga sua bicicleta. Pode entrar com ela e se quiser pode leva-la
para seu apartamento .
Para quem anda em bike sabe da emoção de ser assim recepcionado, vez que a
grande maioria do comercio, serviço, hotéis, shoppings, o comportamento de um
modo geral é hostil a quem está em uma
bike. Na melhor das hipóteses ,transmite
um certo desconforto aos usuários de bicicleta.
Agradeci, batemos um
papo, subi o elevador com a bike sem nem mesmo precisar dobrá-la.
ANDANDO E PEDALANDO
PELA AVENIDA CINQUENTARIO.
O local que minha professora
Luma Pinto indicou era tudo que eu queria: comercio ativo, muitas lojas de utilidades,
próximo ao shopping e ao grande RIO CACHEOEIRA. -Próximo para quem gosta de andar
e pedalar-.
Como sempre, preferi caminhar, empurrando a bike por toda a AV. DO
CINQUENTÁRIO, fazendo alguns vídeos e fotos. Sempre opto por conhecer só uma
rua bem do que pedalar quilomentros para conhecer mais distancias e menos
detalhes. Havendo tempo, faço os dois.
SEGUNDO PARA O SHOPPING
JEQUITIBA E , COM0 ESPERADO, A FALTA DE
RESPEITO DOS MOTORISTAS EM RELAÇÃO A QUEM ESTÁ EM BIKE,
Em todas as cidades destes
tempos, o local mais seguro, que tem
mais opções: comida, bebida, compra, descanso, sombra, banheiro é , sem duvida,
o shopping. Mesmo preferindo as ruas, fui até o SHOPPING JEQUITIBA, do meu jeito bem JABUTI VAGAROSO, pedalando, parando, caminhando, fotografando e ,no caminho, uma parada maior para conversar , filmar,
entrevistar um pescador solitário às margens do Rio Cachoeira. Foi, para mim,
um dos grandes momentos do passeio.
Tem muito o que contar
o seu Antonio; aposentado, falante, esperto, simpático , muita experiencia e sabedoria.
Pedi-lhe autorização para que ele falasse um pouco do rio, e fizemos vídeo que
estará no nosso yu tube.
Após deligada a câmera,
ele continuou e terminei não gravando uma parte importante da sua fala, que
aqui reproduzo, não exatamente:
-Tem gente que se
aposenta e fica em casa brigando com a mulher, jogando dominó, vendo tv. Eu
gosto é de caminhar e vir pescar . Faço isto todos os dias. Este rio me oferece tudo que preciso para
viver bem, a comida , a diversão, tudo que eu preciso.
Senti a felicidade que
muitos buscam em tantos cantos e que seu Antonio encontrou com uma vara um azol,
iscas e pequenos peixes à margem de um rio.
Em uma próxima viagem a
Itabuna, será a primeira pessoa que irei procurar para ouvir mais de sua
sabedoria e memória. Ele não poderia
estar mentido. Ele encontrou, se não a felicidade, pois todos morrem, adoecem..uma
grande alegria, uma grande motivação de
viver. Eu não tenho nenhuma dúvida das suas palavras. Obrigado, seu ANTONIO!
VEDEDORA DE BALA ACOLHE
MINHA BIKE.
Após o papo com seu ANTONIO,
segui para atravessar a ponte (lembro muito das pontes de Itabuna por lindos
postais que colegas , oriundos daquela
cidade, do meu tampo de Colégio Taylor
Egídio, em Jaguaquara, me presenteavam ou mandavam pelos correios. Para mim,
bem garoto, Itabuna era uma linda metrópole e muito, muito distante da minha
querida toca da onça.À época eu não sabia que , mesmo lindos os locais, os
postais as “efeitavam” ainda mais. Mesmo assim, mesmo com todos os rios do mundo se transformando em
esgotos, o Rio que corta a cidade de Itabuna é lindão e, segundo seu Antonio, tem muito peixe e sustenta muita gente.
Atravessei a ponte,
alcancei a pista de veículos. Dei uma olhada antes como se comportavam os
carros em relação a algumas bicicletas que vi circulando na mesma. Nenhuma
surpresa: a agressividade, buzinadas, finos, a total falta de respeito a quem estava circulando em bike. Nenhum atropelo,
mas não me senti confiante. Mesmo assim, daria para pedalar sem filmar. Preferi
empurrar a bike, pelo canteiro e ir apreciando o lindo rio e ouvindo a sinfonia
dos passarinhos, embassada pelas buzinas , sem qualquer necessidade , dos
carros.
Na faixa de pedestre que dá
ao acesso ao shopping fui abordado por
uma senhora simpática, baixa, vendedora de balas, sucos: deixe sua bicicleta aqui. Garanto que ninguém vai
pegar. Fico aqui até 16 horas e ninguém vai tocar em sua bike. Aqui é mais
seguro do que lá , apontando-me um lugar com algumas bicicletas amarradas. Senti confiança total e atendi-a: amarrei o
meu brinquedo ao lado do seu carrinho e me dirigi ao schopping. Bonito,
organizado, limpo, boas lojas, excepcional, ao meu ver, para a cidade.
Retornei, ofereci-lhe
uma gorjeta. Ela recusou, eu insisti. Ela disse que não receberia, que não
fizera para receber dinheiro. Disse-lhe, dando as ultimas cartadas: estou lhe
oferecendo com a mesma limpeza que seu coração me atendeu. Se a senhora não quiser
para a senhora ofereça a alguém . Estou dando de coração. Quem resiste ao bom
coração, ainda mais que ali estavam dois juntos? Aceitou, agradeceu, me despedi
, recebendo os seus acenos e o “Deus lhe acompanhe”.
EM BUSCA DO CHOCOLATE PERFEITO
DE ILHEUS.
Temos muitas marcas de Chocolates
bons em Salvador. Não sou um bom consumidor. Compro mais para familiares, tirando,
às vezes, minhas “pontinhas”. Terminei,
por eles, conhecendo marcas famosas no mundo todo, encontráveis em Salvador.
Mas eu queria, em
Itabuna, CHOCOLETE ARTESANAL DE ILHEUS.
Passei um dia e meio procurando
por ele e todos, funcionários do hotel, taxistas, lojistas, bancas de frutas, de
revistas, eram unanimes: não encontra mais em Itabuna. O shopping era uma das
minhas esperanças pois me disseram que ali vendia.
Cortei meu cabelo,
perguntei no salão, em cafés, lojas... abordei uma funcionária dos corredores
do shopping que, muito simpática, respondeu-me: os de ilhéus o senhor não vai
achar aqui. Havia uma loja , mas fechou há uns seis meses... Fora do Shopping
não sei onde poderá encontrar.
FINALMENTE O CHOCOLATE
PERFEITO.
Este foi o meu primeiro
dia em Itabuna. Mais ou menos isso ai.
No dia seguinte estava Michele
na recepção do Palace e insisti mais uma vez, perguntando-lhe sobre o “chocolate
perfeito”.
Na maior tranquilidade
me respondu: o senhor vai achar, não sei se todas as marcas, na CASA DO SABOR,
inclusive uma marca conhecida, dos de Ilheus , GABRIELA.
-E onde fica, e´ longe,
dá para ir de bike?
-Nem precisa ir de
bike, há poucas casas daqui, nesta mesa rua do cinquentenário , o senhor verá a placa na rua paralela ao hotel nesta mesma
avenida. Senti que o tesouro estava perto...
Nem fui ao apartamentento
pegar a bike. Segui a orientação de MICHELE e PIMBA!! Ví a casa, entrei ,e ail
não estava parte de um tesouro! Chocolates
puros, a granel, barras de chocolate caseiro, e as marcas GABRIELA E YRERÊ, da
Fazenda Yrerê !!
Fiz a festa!
Está aí a dica para
quem quiser chocolates, temperos, pimentas, óleos de cacau, óleos de semente de
pimenta...uma espécie de casa oriental de temperos, óleos, especiarias, na AVENDIDA
DO CINQUENTENARIO, nas proximidades do PALACE HOTEL DE ITABUNA.
À tarde, seria meu último
programa , o único marcado, o único que foi combinado: um café com até ontem, apenas
amiga de face, HORTENCIA PINTO, mãe da minha PRÓ LUMA PINTO.
Como fazem os grandes
artistas, fiz questão de encontrar uma grande fã, comentadora dos vídeos das
nossas aulas. Mas, no caso, eu que fui buscar o áutografo: tomamos um delicioso
café , no CAFÉ E GRAO, na rua Paulino....também nas proximidades do Hotel. Como
a casa fechou em pouco tempo, e a conversa nem havia começado direito,
decidimos pegar um taxi para terminar a conversa no mesmo café, mas desta vez
no SHOPPING JEQUITIBÁ.
O papo não poderia ser
apenas café.
Resolvi quebrar um jejum,
no meu caso de séculos, de shopp e tomamos , eu uma caneca, ela uma caneca. Não
queríamos mais que isto, chegou o tempo de arrumar meu retorno, pegamos mais um
taxi, ela retornando para casa, eu para o Hotel e ambos nos devendo os próximos
encontros, que sonhamos seja com a musicalidade da família PINTO, sob o comando
da minha pró.
A pró já está treinada,
que os outros começem os ensaios. Eduardo Caldas, o marido da minha pró, mesmo
devagar, está treinando flauta!!
Já estou indo malhar as
cordas da viola para este encontro!
Obrigado LUMA,
HORTENCIA e toda a equipe do HOTEL PALACE, que tem no seu quadro uma ciclistas
que pedala pelas roças da região de Itabuna. Esta merece um texto especial.
RETORNANDO PARA
SALVADOR NA AGUIA BRANCA.
Para não chegar suado no
ônibus e incomodar o olfato de algum vizinho(a) de assento, opei por retornar
de taxi para a Rodoviária.
Ao colocar a bike no
bagageiro, fui surpreendido pela exigência de pagamento de uma taxa “por
excesso de bagagem”, no valor de trinta por cento do valor da passagem, o que
achei um absurdo.
Mas não contestei, não
costumo discutir com funcionários que recebem ordens. Paguei, estudarei e me
dirigirei para a empresa para tratar do tema: quase 50 reais para conduzir uma
bike e dois alfoges pequenos, que podem
ser pendurados na própria bike. A bike dobrável não pesa mais que doze quilos.
Os dois alfoges juntos não pesavam 10 quilos: so roupas leves e poucas. O
paletó eu vim vestido. Estudarei o caso e peço ajuda a quem puder esclarecer
sobre a legalidade da cobrança e que, mesmo sendo legal, como podemos
reivindicar, junto aos órgãos públicos, medidas facilitadoras do uso da
bicicleta como meio de transporte. Cobrar estes valores por transporte de bike
é uma forma de inibir o uso deste modal de transporte. Uma pessoa que se
deslocar duas vezes por dia para trabalhar em algum lugar, pagar 30 por cento
do valor da passagem de uma bike, é o mesmo que perder uma bike em pouco tempo.
É só fazer as contas. Então , se legal, está na hora de uma mobilização para
modificar o valor. Sem duvida é excessivo. Ainda mais que eu não levava nenhuma
mala . Sim, apenas dois alfoges, com
menos de dez quilos os dois, como dito.
OUTRA COMPLICAÇÃO NO
METRÕ DE SALVADOR.
Desembarquei em
Salvador e da Rodoviária fui empurrando a bike , com os dois alfofoges. A
intenção era usar o metrô até o Terminal
da Lapa. Dali pedalar até a minha casa em Ondina.
Apesar do atendimento
gentil, respeitoso, o funcionário do metô explica: bicileta só pode transitar no
interior do metrô em finais de semana e feriados.
Pondero que os anúncios
das redes sociais, é de que bicicleta dobrável pode em qualquer dia. Ele olha a bike e pede: sim, a
bicicleta dobrável pode mas o senhor deve dobrar a bike, logo aqui. Tentei ponderar:
não posso ir empurrando e ao entrar no carro do metrô dobrá-la? Não , porque
não pode circular em empurrando a bike.
Para mim, um absurdo,
uma regra criadora e não facilitadora do transporte em bike. Entendendo que ele
recebia ordens superiores, curvei-mo ao seu comando.
Dobrei a bike, e segui,
com os incomdos de empurrá-la dobrada com
os alfoges e uma mochila nas costas.
Já na porta do carro do
metrô, estacionado no local assinalado no piso da estação para embargar a bike,
chega o primeiro metrõ, com muita gente
na porta. Apesar de um sinal de que queria por a bike naquele espaço a ela destinada,
as pessoas não davam qualquer sinal de que entendera o meu recado, de que ali
era espaço para entrar a bike. Simplesmente, mesmo olhando-me , parecia não me
ver. Faltou a gentileza do afastamento
para permitir o meu acesso.
Com bastante tempo para
estudar a experiencia, aguardei o segundo carro. A cena se repetiu . Eu poderia
gritar, berrar, pedir licença em voz alta, usar minha “autoridade de ciclista”,
de “idoso em bike”. Mas preferi outro caminho: retornarei e irei pedalando para
casa.
Retornando, para a saída
do metrô, gentilmente o funcionário , o mesmo que pediu-me para dobrar a bike,
dirigiu-se para mim e perguntou:
- O senhor não
conseguiu?
Expliquei tudo .
Ele, com a mesma gentiliza ,perguntou-me:
o senhor quer que eu lhe ajude?
-Agradeci, bati um
papinho, dizendo-lhe que o incomodo que me fora causado ,era coisa muito
pequena, Que eu resolveria de outra forma, voltando pedalando para casa. Se você
for pedir às pessoas para cederem a passagem para a bike, não sei qual seria a
reação, poderia haver um incomodo que eu não queria causa-lhes. Pediria se eu
não tivesse outra alternativa. Mas que voltaria pedalando para casa, sem
problema, ou pegaria um taxi.
O ruim, continuei, era o comportamento das pessoas; e isto só
grandes campanhas , educação familiar, consciência social, urbanidade, respeito
mútuo, educação doméstica, poderia resolver. Não tratava apenas de uma dificuldade
minha. E que levaria muito tempo, quem sabe nunca mais, para uma significativa
parte da nossa gente, melhor neste aspecto. Agradeci , despedi-me pelo exemplar
atendimento que, justiça se faça, sempre vejo nos funcionários do metrô.
CHEGUEI FELIZ.
Saí do metrô, armei a
bike, pus os aflojes e comecei minha pedalada em direção a Ondina. Atravessei a
frente do Iguatemi, passei em frente ao Hiper Bom Preço, vestido normalmente
com camisa e sapato social, caça jeans, boné.
Iria em direção ao Itaigara
para alcançar a ciclovia e em 25 minutos, no máximo , estaria em casa.
Como começou a chover,
e 30 reais de taxi não iria trazer-me felicidade , além da que já´ carrego, dirigi-me
a um taxistas, daquele tipo que carrega cesto para o cliente... e quem não
gosta?
Pegou a bike no maior
dengo, pôs no banco do fundo, após forrá-lo a meu pedido, vez que não coube no
bagageiro, e vim batendo um papão com uma destas figuras que dá prazer de
passarmos alguns momentos juntos, ainda que pagando a conta. Tudo que me
aconteceu , aqui narrado, trouxeram mais alegria . Só em eu ter pedalando, do
metrô até o Hiper Posto, já me deu a alegria de quem fez uma viagem por todo o
planeta.
Ocupo-me, divirto-me fazendo
o registro pois, apesar de tudo, algo pode melhorar. Apesar de tudo se esperar
do governo, muita coisa só depende nós, familiares, escolas, igrejas, amigos.
Ceder a entrada de uma bike em um metrô, observando os espaços de cada, coma
preferencias que a boa educação e a lei estabelecem. Isto não não depende de
campanhas de governo. Só depende de nós.
Se não quisermos, todas as campanhas serão em vão. Como tantas que só
funcionam com multa e soldado armado, o que é uma pena.
Feliz. Para completar
meu dia, só falta malhar as cordas da viola para não tirar nota baixa nas próximas
aulas da pro Luma Pinto.
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