SENTINDO-ME UM ASTRO NO COMERCIO DE
SALVADOR.
Valci barreto
Faceboo/valcibarreto
TV RUA
JABUTISVAGAROSOS.
_PUBLICO SEM
REVISÃO. PODEM REVISAR,À VONTADE,DESDE QUE NÃO MUDEM OCONTEUDO-NEM RELEIO PARA
PUBLICAR.
No dia 16 de
setembro de 2018, pus minha bike dobrável em taxi. Paramentado de advogado,
deixei –a no estacionamento onde sempre deixo também a minha moto. Como todo
mundo que usa a bicicleta em Salvador como meio de transporte, dependendo para
onde vamos e o que fazemos, temos que dar nossos dribles nas dificuldades.
Para nós
advogados ,de um modo geral, o uso do paletó e , sobretudo, a falta de
banheiros e bicicletários são, sem duvidas obstáculos.
Mas hoje já
havia estudado o caso,considerando os deslocamentos que faria: conduziria a
bike em taxi, deixava-a no mesmo lugar que estaciono a moto, ao lado da Justiça
do Trabalho, faria minhas tarefas e retornaria pedalando pois ai o suor, o
paletó , mesmo com um certo desconforto,não seriam obstáculos.
Fui para fazer carga de um processo
, ainda físico. Fiz a carga, pus uma parte dos pesados volumes na mochila e
dois ou três volumes em saco plástico que envolvia um livro que adquira no “sebinho
do alemão”.
Tudo ficou
bem acomodado nestes dois espaços, não sobrando, portando, qualquer espaço para
o paletó. Conduziria a bike normalmente, com mochila pendurada no guidom(a
dobrável é ótima para isto, fica a mochila pendurada no centro da engrenagem do guidom) , o saco plástico
no bagageiro, e o paletó vestido normalmente.
SENTI-ME UMA
ATRAÇÃO TURISITICA.
Só o gesto de
desmontar a bike vestido com o paletó já percebi que despertava a atenção dos transeuntes
inclusive funcionários do Estado e da Justiça, bancários, todos ,quase em fim
que me olhavam.
Comecei meu
retorno, seguindo em direção ao Plano Gonçalves. Aí foi que me senti um astro
do cinema americano, algum ator lançando alguma nova grife de grande impacto:
não eram atraído apenas os olhares, colegas meus, advogados, pelos caminhos iam
me abordando parando, mostrando-me para amigos com os quais se dirigiam
certamente para o almoço e seus escritórios da vizinhança. Em cada parada
recebia os elogios pela coragem, pela minha história no cicloativismo baiano, formando
grupos de três quatro colegas para os quais aproveitava para dizer das facilidades
que a bicicleta nos oferece em relação ao carro, dependendo de cada caso, mesmo
vestido com a indumentária forense.
SALVADOR É
PLANA PARA BICICLETA- OBSTACULOS.
Os colegas
faziam as perguntas naturais, notadamente relacionadas a assaltos, ladeiras, má
educação, falta de respeito dos nossos motoristas.
Aproveito
para dizer que Salvador é plana para bicicleta. Há grandes espaços planos para você
pedalar. E na região do Comércio, hoje , você conta com o Elevador Larcerda e
Plano Inclinado que liberou o acesso de bike pelas suas cabines.
Falta de
respeito por parte dos motoristas é um fato incontestável. Chegam a serem
cruéis. Mesmo assim ,já melhorou muito , especialmente pelo centro da cidade, e
vamos tentando chegar ao aceitável.Chegaremos.
Assaltos, violências,
é um fato incontestável em todo o pais. Mas nossos códigos de sobrevivência, em
casa , nas ruas,em carros, a pé , de bike permitem-nos escolher locais,
horários, onde nós ciclistas, nos sentimos seguros.
Se
perguntarem aos ciclistas que fazem da bike meio de transporte, quem mais ameaça
a sua segurança entre assaltante e motorista, ninguém titubeará: o mais perigoso
,disparado, é o motorista brasileiro, baiano. Não têm o mínimo respeito. Muitos
chegam a ser cruéis. Mas não há vida sem risco. Redobramos os cuidados. Antes tínhamos
medo de onças, cobras, índios selvagens... Tudo isto, no transito, se
incorporou a uma só pessoa: o motorista brasileiro, que mata mais de 50 mil
pessoas por ano.
SEGUINDO MEU
CAMINHO, EM DIREÇÃO AO MEU DESTINO,EMPURRANDO, MOTANDO A MINHA BIKE COM PALETÓ.
A GRAVATA ESTAVA DISPENSADA PARA HOJE, POIS NÃO HAVIA AUDIENCIA. O BLASER ERA
SUFICIENTE.
Consegui
chegar ao PLANO GONÇALVES e ,ao ingressar com minha bike na cabine foi só
gentilezas dos usuários , dos funcionários , turistas , apesar dos seus olhares
como quem está diante de um gesto corajoso, heroico, grandisoso, misturado com
um ET.
Na FUNCEB
,meu primeiro destino, deixei a bike aos cuidados do meu amigo SPEED, guardador
de carro das imediações.
Adentrei a
FUNCEB, realizei minhas tarefas, E às 16 horas saia para as tarefas de rua,
duas reuniões que faria em escritórios da Av. Sete.
Fui
conduzindo a bike, como sempre, alternando , empurrando e pedalando, conforme
as folgas e apertos pelos caminhos. É assim que tem que ser feito. Em locais
que não se pode pedalar por algum motivo , desce e empurra. Eu, pelo menos
tenho prazer em caminhar. E empurrando a bike, mais ainda.
Passando
pelo Jardim da Piedade, é quase impossível não adquirir algum livro no sebinho
do Lazaro- é assim que chamo-. Tendo adquirido dois volumes de uma conhecida
coleção das obras de Humberto de Campos , edição de 1960.
Ás 18:30 horas começava meu trajeto, de volta para
casa, na Sabino Silva, agora com o paletó na mochila, sem os pesos dos
processos , com direito ao vento do corredor da Vitoria, tranquilidade dos
motoristas da região, desci a ciclovia da Euclides da Cunha, atravessei a
passarela do shopping Barra , segui a Sabino Silva, chegando em casa, por
demais tranquilo, com o suor que apenas poderia incomodar quem me cheirasse
naquele momento mas que para mim, vindo de um
verdadeiro passeio em bike , me dava a leveza que o bom e caro perfume jamais
me daria dentro de um carro com ar condicionado. Pelo menos para o trajeto que
fiz. Não condeno,obvio, o carro. Apenas prefiro a bike para tarefas como a de
hoje.
Estou prestando
este depoimento para tetar ajudar mais
pessoas que tenham vontade de fazer o mesmo. De pedir aos motoristas que pelo
menos não sejam tão estúpidos com quem esta´ em bicicleta.
E, quem
sabe, dar uma dica para as grandes marcas a serem lançadas neste verão em
Salvador: A bicicleta atrai os mais diferentes olhares e curiosidades em nossa
terra. O que é tão comum em cidades conhecidas pelo uso da bike como meio de
transporte, aqui pode se tornar um astro de 10ª grandeza, uma grande atração turística,
sobretudo se o ciclista estiver de paletó e grava em bike.
Foi como me
senti hoje em uma pedalada tão curta , gostosa, pratica, barata, saudável e
poética. Precisa de mais para o lançamento de um grande evento ou marca?
Bicicleta é
muito mais do que tudo que descrevi.
Videos
,inclusive de verdadeiro discurso do meu querido colega ,amigo, Presidente da
Associação dos Advogados Trabalhistas , Jorge Lima em nosso encontro nas
proximidades da Justiça . O discurso do amigo e colega vai convencer mais gente a se tornar atração turística no
comercio. Só depende da bike e do paletó. E é bom comear logo antes que aqui
vire Amsterdam. Aqui, para bike é melhor que lá. Para isto, basta o motorista
repeitarem O mais os ciclistas farão.
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