BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

12 de setembro de 2018


SENTINDO-ME UM ASTRO NO COMERCIO DE SALVADOR.

Valci barreto
Faceboo/valcibarreto
TV RUA
JABUTISVAGAROSOS.
_PUBLICO SEM REVISÃO. PODEM REVISAR,À VONTADE,DESDE QUE NÃO MUDEM OCONTEUDO-NEM RELEIO PARA PUBLICAR.


No dia 16 de setembro de 2018, pus minha bike dobrável em taxi. Paramentado de advogado, deixei –a no estacionamento onde sempre deixo também a minha moto. Como todo mundo que usa a bicicleta em Salvador como meio de transporte, dependendo para onde vamos e o que fazemos, temos que dar nossos dribles nas dificuldades.
Para nós advogados ,de um modo geral, o uso do paletó e , sobretudo, a falta de banheiros e bicicletários são, sem duvidas obstáculos.
Mas hoje já havia estudado o caso,considerando os deslocamentos que faria: conduziria a bike em taxi, deixava-a no mesmo lugar que estaciono a moto, ao lado da Justiça do Trabalho, faria minhas tarefas e retornaria pedalando pois ai o suor, o paletó , mesmo com um certo desconforto,não seriam obstáculos.
            Fui para fazer carga de um processo , ainda físico. Fiz a carga, pus uma parte dos pesados volumes na mochila e dois ou três volumes em saco plástico que envolvia um livro que adquira no “sebinho do alemão”.
Tudo ficou bem acomodado nestes dois espaços, não sobrando, portando, qualquer espaço para o paletó. Conduziria a bike normalmente, com mochila pendurada no guidom(a dobrável é ótima para isto, fica a mochila pendurada  no centro da engrenagem do guidom) , o saco plástico no bagageiro, e o paletó vestido normalmente.
SENTI-ME UMA ATRAÇÃO TURISITICA.
Só o gesto de desmontar a bike vestido com o paletó já percebi que despertava a atenção dos transeuntes inclusive funcionários do Estado e da Justiça, bancários, todos ,quase em fim que me olhavam.
Comecei meu retorno, seguindo em direção ao Plano Gonçalves. Aí foi que me senti um astro do cinema americano, algum ator lançando alguma nova grife de grande impacto: não eram atraído apenas os olhares, colegas meus, advogados, pelos caminhos iam me abordando parando, mostrando-me para amigos com os quais se dirigiam certamente para o almoço e seus escritórios da vizinhança. Em cada parada recebia os elogios pela coragem, pela minha história no cicloativismo baiano, formando grupos de três quatro colegas para os quais aproveitava para dizer das facilidades que a bicicleta nos oferece em relação ao carro, dependendo de cada caso, mesmo vestido com a indumentária forense.
SALVADOR É PLANA PARA BICICLETA- OBSTACULOS.
Os colegas faziam as perguntas naturais, notadamente relacionadas a assaltos, ladeiras, má educação, falta de respeito dos nossos motoristas.

Aproveito para dizer que Salvador é plana para bicicleta. Há grandes espaços planos para você pedalar. E na região do Comércio, hoje , você conta com o Elevador Larcerda e Plano Inclinado que liberou o acesso de bike pelas suas cabines.
Falta de respeito por parte dos motoristas é um fato incontestável. Chegam a serem cruéis. Mesmo assim ,já melhorou muito , especialmente pelo centro da cidade, e vamos tentando chegar ao aceitável.Chegaremos.
Assaltos, violências, é um fato incontestável em todo o pais. Mas nossos códigos de sobrevivência, em casa , nas ruas,em carros, a pé , de bike permitem-nos escolher locais, horários, onde nós ciclistas, nos sentimos seguros.
Se perguntarem aos ciclistas que fazem da bike meio de transporte, quem mais ameaça a sua segurança entre assaltante e motorista, ninguém titubeará: o mais perigoso ,disparado, é o motorista brasileiro, baiano. Não têm o mínimo respeito. Muitos chegam a ser cruéis. Mas não há vida sem risco. Redobramos os cuidados. Antes tínhamos medo de onças, cobras, índios selvagens... Tudo isto, no transito, se incorporou a uma só pessoa: o motorista brasileiro, que mata mais de 50 mil pessoas por ano.
SEGUINDO MEU CAMINHO, EM DIREÇÃO AO MEU DESTINO,EMPURRANDO, MOTANDO A MINHA BIKE COM PALETÓ. A GRAVATA ESTAVA DISPENSADA PARA HOJE, POIS NÃO HAVIA AUDIENCIA. O BLASER ERA SUFICIENTE.
Consegui chegar ao PLANO GONÇALVES e ,ao ingressar com minha bike na cabine foi só gentilezas dos usuários , dos funcionários , turistas , apesar dos seus olhares como quem está diante de um gesto corajoso, heroico, grandisoso, misturado com um ET.
Na FUNCEB ,meu primeiro destino, deixei a bike aos cuidados do meu amigo SPEED, guardador de carro das imediações.

Adentrei a FUNCEB, realizei minhas tarefas, E às 16 horas saia para as tarefas de rua, duas reuniões que faria em escritórios da Av. Sete.
Fui conduzindo a bike, como sempre, alternando , empurrando e pedalando, conforme as folgas e apertos pelos caminhos. É assim que tem que ser feito. Em locais que não se pode pedalar por algum motivo , desce e empurra. Eu, pelo menos tenho prazer em caminhar. E empurrando a bike, mais ainda.
Passando pelo Jardim da Piedade, é quase impossível não adquirir algum livro no sebinho do Lazaro- é assim que chamo-. Tendo adquirido dois volumes de uma conhecida coleção das obras de Humberto de Campos , edição de 1960.
Ás 18:30  horas começava meu trajeto, de volta para casa, na Sabino Silva, agora com o paletó na mochila, sem os pesos dos processos , com direito ao vento do corredor da Vitoria, tranquilidade dos motoristas da região, desci a ciclovia da Euclides da Cunha, atravessei a passarela do shopping Barra , segui a Sabino Silva, chegando em casa, por demais tranquilo, com o suor que apenas poderia incomodar quem me cheirasse naquele momento mas que para mim, vindo de um  verdadeiro passeio em bike , me dava a leveza que o bom e caro perfume jamais me daria dentro de um carro com ar condicionado. Pelo menos para o trajeto que fiz. Não condeno,obvio, o carro. Apenas prefiro a bike para tarefas como a de hoje.
Estou prestando este depoimento para tetar   ajudar mais pessoas que tenham vontade de fazer o mesmo. De pedir aos motoristas que pelo menos não sejam tão estúpidos com quem esta´ em bicicleta.
E, quem sabe, dar uma dica para as grandes marcas a serem lançadas neste verão em Salvador: A bicicleta atrai os mais diferentes olhares e curiosidades em nossa terra. O que é tão comum em cidades conhecidas pelo uso da bike como meio de transporte, aqui pode se tornar um astro de 10ª grandeza, uma grande atração turística, sobretudo se o ciclista estiver de paletó e grava em bike.
Foi como me senti hoje em uma pedalada tão curta , gostosa, pratica, barata, saudável e poética. Precisa de mais para o lançamento de um grande evento ou marca?
Bicicleta é muito mais do que tudo que descrevi.
Videos ,inclusive de verdadeiro discurso do meu  querido colega ,amigo, Presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas , Jorge Lima em nosso encontro nas proximidades da Justiça . O discurso do amigo e colega vai convencer mais  gente a se tornar atração turística no comercio. Só depende da bike e do paletó. E é bom comear logo antes que aqui vire Amsterdam. Aqui, para bike é melhor que lá. Para isto, basta o motorista repeitarem O mais os ciclistas farão.




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