BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

31 de março de 2018

MUSICA,CAMINHADAS, ENCONTROS, UMA SEMANA SANTA ESPECIAL, MESMO COM UMA FEBRE DE UM DIA E FAMILIARES AUSENTES.

MUSICA,CAMINHADAS, ENCONTROS, UMA SEMANA SANTA ESPECIAL, MESMO COM UMA FEBRE DE UM DIA E FAMILIARES AUSENTES.

VALCI BARRETO, PASCOA DE 2018.

Na quinta feira fui ao Shopping Barra na intenção de apenas registrar o começo de mais um grupo de pedal em Salvador: o ALPHA BIKE, que sairá todas as quintas, às vinte horas, da frente do Shopping Barra.
Encontrando o grupo, gravado um pequeno vídeo, adentrei o shopping para acrescentar alguns minutos da minha caminhada que começara na Sabino Silva.
No corredor encontro o simpático, comunicativo, generoso, amigo, nascido ,  estudioso, e apaixonado pelas coisas do sertão , da confraria do mais simpático shopping de Salvador, DIONISIO NOBREGA, dono de uma invejável bilblioteca , além de cantor.
Com sua permanente e simpatia e desprendimento, segura meu braço e me avisa:
Estou com um cd  para você. Vou pegar no carro para lhe ofertar....Começou bem a minha Pascoa, pensei...amizade, presente...
Atendo-o e digo:: vou ali, retorno e lhe aguardo no café ao  lado do SAC.
Após minha pequena diligiência, drijo-me ao cafezinho e lá estão sentados, o grande mestre do Direito , THOMAS BACELER, e o grande fotógrafo MAURO COELHO.

Thomas Bacelar ,  possui um dos mais ricos currículos em direito Penal da Bahia. Não fui seu aluno oficial. Mas fazia questão de assistir  suas aulas com a mesma atenção de quem poderia ser reprovado se não o fizesse. Tornamo-nos amigos desde então. Tive dois mestres em Direito Penal, THOMAS BACELAR E ABILIO COUTINHO. Mas funcionava assim: pague  um , leve dois!
As aulas eram compatíveis em horários e local. Ambos mestres no maior sentido da palavra, ensinavam com alegria, sem fricotes, sem perseguição aos alunos, sabia o nome de todos e ,ambos paravam e abriam as portas dos seus carros para dar caronas aos seus alunos. Ambos merecem um texto especial.

MAURO COELHO é um fotografo de Senhor do Bonfim. Não creio haver outro fotografo com o patrimônio de imagens , depoimentos, vivencias com artistas, com as coisas do sertão baiano, como o Mauro.
Morou em São Paulo no que era a embaixada do sertão e da música sertanejo forrozeira nordestina, a CASA PENSAO onde residia o PEDRO SERTANEJO.
O papo rolou fácil: Direito, Juris históricos, pareceres jurídicos memoráveis, governo militar, eleições da OAB, esta parte exposta pelo mestre Thomas.
Quanto ao Mauro, uma profusão de relato dos seus encontros com Dominguinhos, Valdick Soriano, Trio Nordestino, uma infinidade de cantadores sertanejos, inclusive com maior de todos, Luiz Gonzaga.
Logo em seguida chegou DIONISIO, estendo a mão e me ofertando o seu cd CANÇÕES ETERNAS E AUTORAIS.
Logo em seguida agrega-se ao grupo o radialista CANÁRIO, radialista que compôs equipes das grandes rádios do Brasil, também sertanejo, de Euclides da Cunha, todos da confraria SHOPPINGBARRANA.
Não  sabiam eles que eu estava com uma febre que em  casa foi atestada de 39 gras. O motivo da minha  ida, e este encontro esconderam-na, até de mim.
Premiado com as falas, o ambiente, o registro do pedal, os casos e causos, passei a sexta muito ruim, sem dores mas dormindo ,acordando até a sexta, meio dia .
Graças aos cuidados de uma médica  particular , com serviços initerruptos,  na sexta , la pelas 17 horas eu já estava bem melhor. Ai já podia ler, mas sem energia física que me estimulasse a sequer descer o elevador do meu prédio.
A SEXTA FOI RUIM,MAS O SÁBADO FOI UM CÉU.
SABADO DIA 31.03.2018.
Hoje ,embora sem vontade de nada comer, só na base da água, chá  e biscoitos cream craker(recomendação médica para o meu caso) , estava bem disposto. Aproveitei para  levar um violão para consertar no CENTRO MUSICAL, RUA CARLOS GOMES 129        , sobre loja, centro de salvador, fone 33290980, do RICARDO BENEVIDES.
Foi a segunda vez que fui e já estou com medo de viciar-me naquele espaço. É que ali é tudo que está faltando em todo o comercio do mundo: encontros, humanidade, musica, tempo para o papo longo, tanto para falar como para ouvir.
Logo cheguei, encontrei um bicicleteiro, moisés. Já havia, ali um motivo longo interminável: bicicleta e a eloquência do Moises. Pelo Benevides sou apresentado como advogado. Foi a senha para abrir toda a cultura literojuridicohistoria que pode um homem só armazenar! Um vulcão que jorrava  PONTES DE MIRANDA, NELSON HUGRIA, ORLANDO GOMES,  MARQUES NETO THOMAZ BACELAR, tribunos como João de Melo Cruz, Tomaz Bacelar,  ministros, desembargadores , e ditos jurisdicos, inclusive em latim. Moises fora vendedor de livros por mexuitos anos, visitava, almoça, tomava café, arrumava bibliotecas, conseguia livros raros para seus clientes do mundo jurídico. Emplogou-se empolgou-se,mudou para bicicleta citando todos os nossos pedais, grupos que já visitou, -acho que só não conhecia o mais famoso de todos, o JABUTIS VAGAROSOS, fiquei com vergonha de perguntar e ele responder: nunca ouvi falar....
Passandos os juristas, as bicicletas, a música – se apresentou como ciclista e percussionista, tudo com muita alegria.
Deixou a parte ruim para o final: Valci a intenet matou o vendedor de livros.
Baixado o tom,demonstrado um pouco de tristeza, a alegria retorna com a entrada de ROBERTO CARLOS, cantor , cover de Roberto Carlos, Cearense com muito anos em Salvador, fazendo sows por ai.
A pedido dos presentes, dedicou-me uma canção do Roberto Carlos, MEU QUERIDO MEU VELHO, MEU AMIGO. Não preciso dizer, pelos menos para minhas filhas , que me emocionei por tudo que saiu junto coma canção naquele momento: o cantor, o artista, a musica a simplicidade. Como nunca temos celular 24 horas com bateria carregada, nada gravei. Mas pelo menos esta canção ficou gravada no celular do MOISES, que me prometeu postar no seu FACEBOOK.
Em seguida aparece o PAULINHO DE NAZARÉ, violonista e cantor consagrado nos bares  e pontos de serestas da Bahia. Chegara ali para  mostrar um serviço que foi feito no violão, em Luthier recomendado pelo RICARDO BENEVIDES. Mostrava, afagava, limpava, contemplava , lustrava o violão como uma mãe lambe a sua cria. Eu nunca vi alguém com tanto dengo com o seu instrumento musical.
A cena se repetiu, pedindo os presentes, inclusive o clover de Roberto Carlos para tocar e cantar algo.
-Não tenho como. Estou me arrumando para ir para Barreiras, Já toquei lá, me convidaram de novo.
Infelizmente não sabia o PAULINHO o local exato que iria tocar , deixou o seu fone para os contatos :
PAULINHO DE NAZARÉ: 87812515, suponho ddd de salvador,71 ou o de Nazaré das Farinhas. É Zap, podemos arriscar os dois.
Mal saia, o PAULINHO adentra mais um que é saudado com o mesmo entusiasmo:  este  sabe tudo de violão;  ROQUE ESTANCIA, e impões  ROQUE ESTANCIA, Valci é um novo amigo da casa e você vai tocar algo para ele.
O entusiasmo do pessoal não deixava dúvida de que  eu  estava um grande musico com muitas músicas para tocar e muitas histórias para contar.
Sentou e foi se apresentando para mim: acho que lhe conheço,você andou nos bares do Othon e Meridian, já deve ter-me visto tocandao por lá. Toquei dez anos no Othon, nasci em Estancia , Sergipe, minha família é toda de musico e toquei em grandes grupos como Los Guaranys........-a lista verbalizada era grande e falava empolgado, quase sem intervalo e  eu não queria interrompe-lo para anotar. - Vivo de música,  toquei  com grandes artistas e grupos , morei no Rio de Janeiro muitos anos , finamente vim para a Bahia,sempre vivendo da minha arte.
Eu doido para ouvir o Roque,mas ele não respirava. Pegou o violão e me entregou. Honestamente respondi: não sei tocar, estou aqui para consertar um violão de uma filha (filhos, familiares, trabalhos, são ótimos para fugirmos de assumir compromissos). Mas vou fazer um acordo com você, disse-lhe: Você dá uma respirada  e, como o que não me falta é cara de pau, vou tocar e cantar errado a única que sei pela metade...ou um terco...dedilhei o que sabia de  Nossa Canção, de Roberto Carlos, uma das duas que sei....
O plano deu certo. O Roque respirou e quando pegou o vilão deixou em todos aquela certeza da frase: “o bom jogador se conhece pelo arriar das malas”.
Solou duas canções de autoria de seu pai, uma delas o Escorrego do Urubu. As duas tocadas não possuem letras, disse ele. Mas toda a família é de musico, um dia pode sair uma letra.
Seu pai, militar , de Estância, Sergipe, tinha o nome artístico, RAIMUNDO DA VIOLA.

O homem é uma fera, gente. PAPO VAI ,PAPO VEM,musica para lá,para cá, Benevides agoniado para ir ao restaurante ao lado, também de músico , para tomar parte das cervejas da semana santa, vai fechando as janelas, o povo sem querer sair.. cenendo pelo encanto do convite: vamos tomar uma cerveja no restaurante aqui ao lado do nosso amigo, também musica, e lá a gente faz o som.
Descemos todos e fomos ao restaurante bem ao lado do Moreira, onde todos os finais de semana tem som ao vivo. A conversa e forma da minha saída impediu-me anotar o nome, vizinho ao PORTO DO MOREIRA.
No restaurante, o proprietário, musico, guitarrista,  liga o equipamento do som e violão, e todos clamam, para Roque dar uma canjinha para “abertura dos trabalhos”.
O presente do Roque para   todos nós foi grandioso, homenageando os  a nós e  ao aniversário de Salvador  com canções de Caymmi , uma delas “ai que saúde eu tenho da bahia...” Quem passava na rua não deixava de dar uma olhada para saber de onde vinha aquela canção  e quem a executava.
Infelizmente tive que deixá-los.  Compromissos   impunham minha retirada.
Já ganhei minha Pascoa. Já estou bem abastecido. O final do
Sábado e o domingo serão de trabalho, mas com vantagens:  de chinelo, roupa de indigente e vento  fresco ,um dos grandes bens que a  Natureza doou aos soteropolitanos e adjacências.  
Viciei-me em CENTRO MUSICAL de RICARDO BENEVIDES. Ainda bem que não funciona aos domingos.
Fico devendo os fones de Moises, nome do restaurante e do cover de Roberto Carlos. Brevemente pagarei esta dívida.
CENTRO MUSICAL 33290989  993874086
ROQUE ESTANCIA –VIOLÃO 7 CORDAS 71 991283751 98614 0629

Salvador,31 de março de 2018.










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