MUSICA,CAMINHADAS,
ENCONTROS, UMA SEMANA SANTA ESPECIAL, MESMO COM UMA FEBRE DE UM DIA E
FAMILIARES AUSENTES.
VALCI
BARRETO, PASCOA DE 2018.
Na quinta
feira fui ao Shopping Barra na intenção de apenas registrar o começo de mais um
grupo de pedal em Salvador: o ALPHA BIKE, que sairá todas as quintas, às vinte
horas, da frente do Shopping Barra.
Encontrando
o grupo, gravado um pequeno vídeo, adentrei o shopping para acrescentar alguns
minutos da minha caminhada que começara na Sabino Silva.
No corredor
encontro o simpático, comunicativo, generoso, amigo, nascido , estudioso, e apaixonado pelas coisas do
sertão , da confraria do mais simpático shopping de Salvador, DIONISIO NOBREGA,
dono de uma invejável bilblioteca , além de cantor.
Com sua
permanente e simpatia e desprendimento, segura meu braço e me avisa:
Estou com um
cd para você. Vou pegar no carro para
lhe ofertar....Começou bem a minha Pascoa, pensei...amizade, presente...
Atendo-o e
digo:: vou ali, retorno e lhe aguardo no café ao lado do SAC.
Após minha
pequena diligiência, drijo-me ao cafezinho e lá estão sentados, o grande mestre
do Direito , THOMAS BACELER, e o grande fotógrafo MAURO COELHO.
Thomas
Bacelar , possui um dos mais ricos
currículos em direito Penal da Bahia. Não fui seu aluno oficial. Mas fazia
questão de assistir suas aulas com a
mesma atenção de quem poderia ser reprovado se não o fizesse. Tornamo-nos
amigos desde então. Tive dois mestres em Direito Penal, THOMAS BACELAR E ABILIO
COUTINHO. Mas funcionava assim: pague um
, leve dois!
As aulas
eram compatíveis em horários e local. Ambos mestres no maior sentido da
palavra, ensinavam com alegria, sem fricotes, sem perseguição aos alunos, sabia
o nome de todos e ,ambos paravam e abriam as portas dos seus carros para dar
caronas aos seus alunos. Ambos merecem um texto especial.
MAURO COELHO
é um fotografo de Senhor do Bonfim. Não creio haver outro fotografo com o
patrimônio de imagens , depoimentos, vivencias com artistas, com as coisas do
sertão baiano, como o Mauro.
Morou em São
Paulo no que era a embaixada do sertão e da música sertanejo forrozeira
nordestina, a CASA PENSAO onde residia o PEDRO SERTANEJO.
O papo rolou
fácil: Direito, Juris históricos, pareceres jurídicos memoráveis, governo
militar, eleições da OAB, esta parte exposta pelo mestre Thomas.
Quanto ao
Mauro, uma profusão de relato dos seus encontros com Dominguinhos, Valdick
Soriano, Trio Nordestino, uma infinidade de cantadores sertanejos, inclusive
com maior de todos, Luiz Gonzaga.
Logo em seguida
chegou DIONISIO, estendo a mão e me ofertando o seu cd CANÇÕES ETERNAS E
AUTORAIS.
Logo em
seguida agrega-se ao grupo o radialista CANÁRIO, radialista que compôs equipes
das grandes rádios do Brasil, também sertanejo, de Euclides da Cunha, todos da
confraria SHOPPINGBARRANA.
Não sabiam eles que eu estava com uma febre que
em casa foi atestada de 39 gras. O
motivo da minha ida, e este encontro
esconderam-na, até de mim.
Premiado com
as falas, o ambiente, o registro do pedal, os casos e causos, passei a sexta
muito ruim, sem dores mas dormindo ,acordando até a sexta, meio dia .
Graças aos
cuidados de uma médica particular , com
serviços initerruptos, na sexta , la
pelas 17 horas eu já estava bem melhor. Ai já podia ler, mas sem energia física
que me estimulasse a sequer descer o elevador do meu prédio.
A SEXTA FOI
RUIM,MAS O SÁBADO FOI UM CÉU.
SABADO DIA
31.03.2018.
Hoje ,embora
sem vontade de nada comer, só na base da água, chá e biscoitos cream craker(recomendação médica
para o meu caso) , estava bem disposto. Aproveitei para levar um violão para consertar no CENTRO
MUSICAL, RUA CARLOS GOMES 129 ,
sobre loja, centro de salvador, fone 33290980, do RICARDO BENEVIDES.
Foi a
segunda vez que fui e já estou com medo de viciar-me naquele espaço. É que ali
é tudo que está faltando em todo o comercio do mundo: encontros, humanidade, musica,
tempo para o papo longo, tanto para falar como para ouvir.
Logo
cheguei, encontrei um bicicleteiro, moisés. Já havia, ali um motivo longo interminável:
bicicleta e a eloquência do Moises. Pelo Benevides sou apresentado como
advogado. Foi a senha para abrir toda a cultura literojuridicohistoria que pode
um homem só armazenar! Um vulcão que jorrava PONTES DE MIRANDA, NELSON HUGRIA, ORLANDO
GOMES, MARQUES NETO THOMAZ BACELAR,
tribunos como João de Melo Cruz, Tomaz Bacelar,
ministros, desembargadores , e ditos jurisdicos, inclusive em latim.
Moises fora vendedor de livros por mexuitos anos, visitava, almoça, tomava
café, arrumava bibliotecas, conseguia livros raros para seus clientes do mundo jurídico.
Emplogou-se empolgou-se,mudou para bicicleta citando todos os nossos pedais,
grupos que já visitou, -acho que só não conhecia o mais famoso de todos, o
JABUTIS VAGAROSOS, fiquei com vergonha de perguntar e ele responder: nunca ouvi
falar....
Passandos os
juristas, as bicicletas, a música – se apresentou como ciclista e
percussionista, tudo com muita alegria.
Deixou a
parte ruim para o final: Valci a intenet matou o vendedor de livros.
Baixado o
tom,demonstrado um pouco de tristeza, a alegria retorna com a entrada de
ROBERTO CARLOS, cantor , cover de Roberto Carlos, Cearense com muito anos em
Salvador, fazendo sows por ai.
A pedido dos
presentes, dedicou-me uma canção do Roberto Carlos, MEU QUERIDO MEU VELHO, MEU
AMIGO. Não preciso dizer, pelos menos para minhas filhas , que me emocionei por
tudo que saiu junto coma canção naquele momento: o cantor, o artista, a musica
a simplicidade. Como nunca temos celular 24 horas com bateria carregada, nada
gravei. Mas pelo menos esta canção ficou gravada no celular do MOISES, que me
prometeu postar no seu FACEBOOK.
Em seguida
aparece o PAULINHO DE NAZARÉ, violonista e cantor consagrado nos bares e pontos de serestas da Bahia. Chegara ali
para mostrar um serviço que foi feito no
violão, em Luthier recomendado pelo RICARDO BENEVIDES. Mostrava, afagava, limpava,
contemplava , lustrava o violão como uma mãe lambe a sua cria. Eu nunca vi alguém
com tanto dengo com o seu instrumento musical.
A cena se
repetiu, pedindo os presentes, inclusive o clover de Roberto Carlos para tocar
e cantar algo.
-Não tenho
como. Estou me arrumando para ir para Barreiras, Já toquei lá, me convidaram de
novo.
Infelizmente
não sabia o PAULINHO o local exato que iria tocar , deixou o seu fone para os
contatos :
PAULINHO DE
NAZARÉ: 87812515, suponho ddd de salvador,71 ou o de Nazaré das Farinhas. É Zap,
podemos arriscar os dois.
Mal saia, o
PAULINHO adentra mais um que é saudado com o mesmo entusiasmo: este
sabe tudo de violão; ROQUE
ESTANCIA, e impões ROQUE ESTANCIA, Valci
é um novo amigo da casa e você vai tocar algo para ele.
O entusiasmo
do pessoal não deixava dúvida de que eu estava um grande musico com muitas músicas
para tocar e muitas histórias para contar.
Sentou e foi
se apresentando para mim: acho que lhe conheço,você andou nos bares do Othon e
Meridian, já deve ter-me visto tocandao por lá. Toquei dez anos no Othon, nasci
em Estancia , Sergipe, minha família é toda de musico e toquei em grandes
grupos como Los Guaranys........-a lista verbalizada era grande e falava
empolgado, quase sem intervalo e eu não queria
interrompe-lo para anotar. - Vivo de música, toquei
com grandes artistas e grupos , morei no Rio de Janeiro muitos anos ,
finamente vim para a Bahia,sempre vivendo da minha arte.
Eu doido
para ouvir o Roque,mas ele não respirava. Pegou o violão e me entregou. Honestamente
respondi: não sei tocar, estou aqui para consertar um violão de uma filha (filhos,
familiares, trabalhos, são ótimos para fugirmos de assumir compromissos). Mas
vou fazer um acordo com você, disse-lhe: Você dá uma respirada e, como o que não me falta é cara de pau, vou
tocar e cantar errado a única que sei pela metade...ou um terco...dedilhei o
que sabia de Nossa Canção, de Roberto Carlos,
uma das duas que sei....
O plano deu
certo. O Roque respirou e quando pegou o vilão deixou em todos aquela certeza
da frase: “o bom jogador se conhece pelo arriar das malas”.
Solou duas
canções de autoria de seu pai, uma delas o Escorrego do Urubu. As duas tocadas
não possuem letras, disse ele. Mas toda a família é de musico, um dia pode sair
uma letra.
Seu pai, militar
, de Estância, Sergipe, tinha o nome artístico, RAIMUNDO DA VIOLA.
O homem é
uma fera, gente. PAPO VAI ,PAPO VEM,musica para lá,para cá, Benevides agoniado
para ir ao restaurante ao lado, também de músico , para tomar parte das
cervejas da semana santa, vai fechando as janelas, o povo sem querer sair..
cenendo pelo encanto do convite: vamos tomar uma cerveja no restaurante aqui ao
lado do nosso amigo, também musica, e lá a gente faz o som.
Descemos
todos e fomos ao restaurante bem ao lado do Moreira, onde todos os finais de
semana tem som ao vivo. A conversa e forma da minha saída impediu-me anotar o
nome, vizinho ao PORTO DO MOREIRA.
No
restaurante, o proprietário, musico, guitarrista, liga o equipamento do som e violão, e todos
clamam, para Roque dar uma canjinha para “abertura dos trabalhos”.
O presente
do Roque para todos nós foi grandioso, homenageando os a nós e ao aniversário de Salvador com canções de Caymmi , uma delas “ai que
saúde eu tenho da bahia...” Quem passava na rua não deixava de dar uma olhada
para saber de onde vinha aquela canção e
quem a executava.
Infelizmente
tive que deixá-los. Compromissos impunham minha retirada.
Já ganhei
minha Pascoa. Já estou bem abastecido. O final do
Sábado e o
domingo serão de trabalho, mas com vantagens: de chinelo, roupa de indigente e vento fresco ,um dos grandes bens que a Natureza doou aos soteropolitanos e adjacências.
Viciei-me em
CENTRO MUSICAL de RICARDO BENEVIDES. Ainda bem que não funciona aos domingos.
Fico devendo
os fones de Moises, nome do restaurante e do cover de Roberto Carlos.
Brevemente pagarei esta dívida.
CENTRO
MUSICAL 33290989 993874086
ROQUE
ESTANCIA –VIOLÃO 7 CORDAS 71 991283751 98614 0629
Salvador,31
de março de 2018.
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