MINHAS BICICLETAS
Matéria: Valci Barreto
Editor Meu Zine e Bike Bookblogspot.com
Consultor e colaborador do Mural de Bugarin
ww.jabutisvagarosos.com.br
Advogado, jornalista, cicloativista baiano.
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Nascido em Jaguaquara, cidade do Vale do Jequiriça, famosa pelo São João, Colégio Taylor Egídio, friozinho gostoso, produção de hortifruti, notadamente tomate, e por ali ter nascido um dos mais importantes jornalistas do pais, Sebastião Nery, as primeiras bicicletas que vi foram as do tipo barra-forte, barra circular e algumas européias, trazidas certamente pelos colonizadores italianos, cujos descendentes compõem boa parte da sua população. Foram também as primeiras que montei. Meu pai tinha uma verde, toda equipada com descanso, dois espelhos grandes sobre o guidom, bagageiro e sempre com fitas de plasticos coloridas pendurados no guidom e o dínamo para produção de energia. Foi nela que aprendi a montar, sòzinho, na parte baixa da ladeira da Casca, ainda hoje bairro muito pobre da cidade. Aprendi, assim, em uma BICICLETA DE ADULTO, atravessando a perna , sem sentar no cochin. É assim que aprendem as crianças que não tem bicicleta própria para a idade.
Ainda hoje, são os tipos de bicicletas que gosto: barra forte ou circular, com bagageiro, cestinha ,ou mesmo “cestão”. Nos centros das cidades, a minha preferida é qualquer uma que tenha quadro baixo, tipo “bicicleta de mulher”, que facilita a subida e descida dela para vencer obstaculos urbanos como passeios , buracos, excesso de pedestres em alguns espaços das cidades.
Sem ser atleta, pertenço ao mundo dos passeios de bicicletas, sem ser intelectual, acadêmico, considero-me do mundo dos livros ,das leituras desprentensiosas, fazendo, vivenciando ambas esperiencias por puro prazer. Ando de bicicleta, em grupo ou em passeios solitários. Em viagens, sempre dou um jeito de ter ou de alugar uma bicicleta para minha companhia.
PRECONCEITOS COM BICICLETAS "" de tabareus" e de "cestinha" ou de "bagageiro".
Sempre me causou curiosidade , jamais levando a sério, o preconceito que envolve uma série de objetos, atitudes, comportamentos. Vou me ocupar aqui apenas de alguns relacionados a bicicletas, como as sem marcha, as do tipo barra circular ou barra forte, as com cestinha e bagageiro.
CESTINHA NA BIKE
Sempre me causou curiosidade , jamais levando a sério, o preconceito que envolve uma série de objetos, atitudes, comportamentos. Vou me ocupar aqui apenas de alguns relacionados a bicicletas, como as sem marcha, as do tipo barra circular ou barra forte, as com cestinha e bagageiro.
CESTINHA NA BIKE
No meio dos amantes de passeios ciclísticos de Salvador, uma crônica , “Minha Bike Tem Cestinha”, da nossa jabuti , Itana Mangieri, tornou-se clássica. Era um grito bem humorado, da nossa cicloativista, muito querida por todos , contra os que debochavam da sua bike, sempre munida daquele equipamento, tão comuns em regiões que cultuam, de verdade, a magrela, a exemplo da Holanda .
itana e eu sofremos ataques dos nossos queridos ciclistas de Salvador.Eu, mais ainda, pois sempre prefiro, para o centro das cidades, a bicicleta sem marcha, por varios motivos que será objeto de outro texto.
itana e eu sofremos ataques dos nossos queridos ciclistas de Salvador.Eu, mais ainda, pois sempre prefiro, para o centro das cidades, a bicicleta sem marcha, por varios motivos que será objeto de outro texto.
Tive e tenho que estar “brigando”, em favor das “minhas bicicletas”: quase sempre com cestinha, bagageiro e descanso.
E vou continuar na minha luta. A final, não vejo outra forma para comprar e levar livros, jornais, frutas, remédios, pequenos objetos, que compro ou transporto para entregar a alguem pelo caminhoS.
George Argolo, apesar de vir da simplicadade da querida cidade de Santo Amaro da Purificação, tornou-se um cicloativista, muito “metido a besta”: só quer andar em bicicletas com muitas marchas, peso de algodão voando, sem cestinha, descanso e, jamais, com bagageiro. Espelhos, somente se for daqueles "fashions", quase invisíveis, de marcas conhecidas, não só pelas qualidades mas também pelos preços elevados. Sendo um dos mais atuantes cicloativistas, filantropo em seus/nossos passeios, sempre levando algum presente, livro, leite para entidades carentes, têm tido dificuldade em colocar tudo em uma mochila, também "de marca", com prejuízos para sua coluna, ainda resistente em função da sua juventude e vigor. Especialmente os livros e revistas ficarão sempre melhor acomodados, sem machucões, em uma cestinha ou bagageiros.
Como muitos, para atender à imposição dos inimigos das cestas, espelhos, bagageiros e descansos das magrelas, preferem fazer sofrer livros, revistas dentro das mochilas.
Mas o prejuízo maior para quem pensa como George, (o George de depois da Estrada Real) é para as entidades beneficiárias, pois ele sempre leva menos do que gostaria. Diz: levo o resto de carro. Mas aí, pelo menos para o caso, não vejo graça. Carro é carro, bicicleta é bicicleta. Não tem que “misturar” .
Não quero depender de carro para transportar um livro, uma revista, um remédio, ir tomar um sorvete, comprar um pão.
Se é possível usar os dois, porque não? Por isto, minha bike tem cestinha, vai ter cestão e até carrocinha uma delas já tem.
Se é possível usar os dois, porque não? Por isto, minha bike tem cestinha, vai ter cestão e até carrocinha uma delas já tem.
Que as outras existam, mas para as corridas, o esporte radical, as viagens maiores e mais rápidas., Para as ruas de Salvador, ou qualquer cidade por onde eu eu andar, fico com as minhas, de qualquer marca, bem baratinhas, de cestinha, cestão, retrovisor, descanso e bagageiro, desde que quem rodem e não quebrem pelos caminhos.
Tivemos um apart em GUARAJUBA e era comum eu ir sozinho ou com meu amigo \George Argol, há tempos, com uma cecisinha , bicicleta sem marcha, a epoca bem baratinha, para Guarajuba, Praia do Forte.
BARRA CIRCULAR,
Comprei uma Barrra circUlar, deixei em Praia do Forte. Cono demorei de lá voltar para pedalar, terminou enferrujando, oferecendo-a para caseiro vizinho.
A BARRA CIRCULAR, na sua forma orginal, para as cidades grandes, movimentadas de carros e pessoas , só deve ser usada trocando os freios. É que os originais não freiam bem ,não atendendo às necessidades de frenagem imediata, rápida, nestes espaços. No mais,para mim, e perfeira. Como estou bem nutrindo de bike, atualmente não preciso comprar uma . Mas quando o fizer, a Barra forte será minha bike como meio de transporte em Salvador ou em qualquer lugar que eu morar.
BAIANO PEDALOU DE SALVADOR A NEW YORK , DE 1927 A 1929.
Foi com uma bike ,sem marcha, marca OPEL, tipo as barras ciruclares da Monark que um baiano, com 17?18 anos pedalou de Salvador a New YORK, conforme publicado no Livro, UM HEROI ESQUECIDO, que conta a façanha do autor da façanha, RUBENS PINHEIRO.
PARA MIM, O PRAZER ESTÁ NO PEDAL,NO PASSEIO NÃO NO PREÇO DA BIKE OU DA ROUPA.
Tivemos um apart em GUARAJUBA e era comum eu ir sozinho ou com meu amigo \George Argol, há tempos, com uma cecisinha , bicicleta sem marcha, a epoca bem baratinha, para Guarajuba, Praia do Forte.
BARRA CIRCULAR,
Comprei uma Barrra circUlar, deixei em Praia do Forte. Cono demorei de lá voltar para pedalar, terminou enferrujando, oferecendo-a para caseiro vizinho.
A BARRA CIRCULAR, na sua forma orginal, para as cidades grandes, movimentadas de carros e pessoas , só deve ser usada trocando os freios. É que os originais não freiam bem ,não atendendo às necessidades de frenagem imediata, rápida, nestes espaços. No mais,para mim, e perfeira. Como estou bem nutrindo de bike, atualmente não preciso comprar uma . Mas quando o fizer, a Barra forte será minha bike como meio de transporte em Salvador ou em qualquer lugar que eu morar.
BAIANO PEDALOU DE SALVADOR A NEW YORK , DE 1927 A 1929.
Foi com uma bike ,sem marcha, marca OPEL, tipo as barras ciruclares da Monark que um baiano, com 17?18 anos pedalou de Salvador a New YORK, conforme publicado no Livro, UM HEROI ESQUECIDO, que conta a façanha do autor da façanha, RUBENS PINHEIRO.
PARA MIM, O PRAZER ESTÁ NO PEDAL,NO PASSEIO NÃO NO PREÇO DA BIKE OU DA ROUPA.
Para mim, o prazer está no pedal em si, nos passeios, no mundo que a bicicleta me proporciona; no que vejo pelas ruas, becos, sebos, brechós, aprendizado com pessoas que encontro. Para isto, desde que rode, qualquer bicicleta me serve. Nas ladeiras, obstáculos, desço, empurro-a, com o mesmo prazer da montaria . Curioso com tudo ao meu redor, vou pensando, olhando, sentindo outro tipo de prazer, nestes momentos de empurrar minha bike,..
As roupas são as comuns. Um simples short , camiseta branca de 15 reais atualmente, manga comprida, sem nenhum desenho ou marca, ou calça esportiva . Dependendo do horário,que protejam o corpo dos raios solares.
Sim, que pode, gosta e quer, deve usar o que lhe dar prazer, das bicicletas às roupas mais caraos, aos passeios mais velozes, as opções são muitas. Mas nunca será o meu caso. Eu não preciso, realmente, exceto se for para uma longa viagem com grupos , com algum sentido que eu aprecie na viagem.Mas no dia a dia ,meu prazer não está no tipo de roupa, bikde nem em velocidade acima do meu desejo.
As roupas são as comuns. Um simples short , camiseta branca de 15 reais atualmente, manga comprida, sem nenhum desenho ou marca, ou calça esportiva . Dependendo do horário,que protejam o corpo dos raios solares.
Sim, que pode, gosta e quer, deve usar o que lhe dar prazer, das bicicletas às roupas mais caraos, aos passeios mais velozes, as opções são muitas. Mas nunca será o meu caso. Eu não preciso, realmente, exceto se for para uma longa viagem com grupos , com algum sentido que eu aprecie na viagem.Mas no dia a dia ,meu prazer não está no tipo de roupa, bikde nem em velocidade acima do meu desejo.
É o mesmo prazer que tenho em ler um livro de qualquer época, seja ele novinho, ou velhinho, do ponto do Lazaro, no Jardim da Piedade, em parar a bike e entrar na Igreja do Rosario para comprar livros usados a preços bem camaradas, o que também faço no Largo 2 de Julho. é parar no jardim da piedade,compra livros no ponto de Lazaro , ouvindo os cânticos da paróquia de São Pedro.
Para a Capital baiana, cidade plana para pedalar, não sei para que bicicleta com marcha, cara e ainda sem cestinha, retrovisor e descanso. Acho coisa de subdesenvolvido, que nunca viu, sequer, uma foto de bicicleta rodando em kopenhagen, uma das cidades mais ricas e civilizadas do mundo.
Depois, ainda dizem que o tabaréu sou eu ! …
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notas:
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notas:
=hoje, fevereiro de 2016, muitos destes preconceitos já foram vencidos, principalmente depois que as mulheres começaram a pedalar Quando o arigo foi publicado em impressos e on line, a pressão era grande contra as bicicletas simples e de bagageiro. O artigo de Itana , que se tornou um classico nos passeios de bike da época, determinou uma grande mudança. A pressão sobre ela era ainda maior, pois minha cara sempre teve algum pedacinho de madeira para aguentar estas coisas. Lembro de Jesus e os perdoou : eles não sabem o que dizem!
-texto atualizado em 26.07.2019.
Muita gente faz pressão, verdadeiro assedio, para o uso do capacete. Muitos pensam que seu uso é , por lei obrigatório.
E a maioria não usa e ainda tem preconceito com retrovisores.
No entando, por lei, são equipamentos obrigatorios: RETROVISORES, BUZINAS TIPO TRIN TRIN, refletores, O USO DO CAPACETE NÃO É OBRIGATORIO POR LEI.
-texto atualizado em 26.07.2019.
Muita gente faz pressão, verdadeiro assedio, para o uso do capacete. Muitos pensam que seu uso é , por lei obrigatório.
E a maioria não usa e ainda tem preconceito com retrovisores.
No entando, por lei, são equipamentos obrigatorios: RETROVISORES, BUZINAS TIPO TRIN TRIN, refletores, O USO DO CAPACETE NÃO É OBRIGATORIO POR LEI.
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