AS IMAGENS ESTAO NO FACEBOOK/VALCIBARRETO
JABUTIS VAGAROSOS,
PEDAL DE VENETA DA TARDE DE 31 DE DEZEMBRO DE 2016
VALCI
BARRETO.
facebook/valcibarreto
www.bikebook.blogspot.com
PEDAL DE
VENETA.
Postei no
zap do grupo do JABUTIS VAGAROSOS: estou saindo agora de Ondina. Vou circular
com minha magrela por aí. Prometo deixar o celular ligado para quem quiser
encontrar-se comigo. Não sei para onde vou. Sei que vou.
Escolhi os
caminhos do centro, os que mais gosto de pedalar em feriados, ou dias de menos
movimentos comerciais.
Acessei a
ladeira ao lado do Bom Preço, do Chame Chame, empurrando a magrela até o Jardim
da Graça, seguindo pela ciclofaixa do Corredor da Vitória, sempre com seu vento,
sombra, frescor encantadores e as ruas quase todas somente minha e da minha magrela.
Seguindo a
Avenida Sete, na Praça da Piedade, vejo o LAZARO, que vende livros usados, em
frente à entrada para o Largo Dois de Julho, que não esperava estar hoje em seu
ponto.
COM LÁZARO,
PONTO DE VENDAS DE LIVROS USADOS. CLÁSSICOS DE CINCO, DEZ REAIS...NAO DÁ PARA NÃO
COMPRAR.
Ainda não
posso dizer que Lazaro é meu amigo,considerando os poucos momentos que estive
ali para comprar algum livro. Posso até afirmar, forçando a barra, que sou amigo
do seu filho. Este, atendeu-me um dia em que também estava treinando aulas de violão. Eu aprendi a
tocar duas músicas em violão. Só duas. Mesmo sendo duas, tenho feito milagres com elas por aí .Isto porque, para
quem não sabe nenhuma, aprender duas já é um bom começo. Quem aprende duas, passa
para três, quatro , até o infinito. Eu não continuei. Fiquei nas duas
No dia em que
o filho de Lázaro me atendeu, e me disse que ainda não tocava nada, que havia
começado naqueles dias a treinar as primeiras aulas que estava tomando, aproveitei
para exercer meu magistério de duas músicas mal tocadas. Pedi-lhe o violão,
mesmo de paletó e gravata, em dia de trabalho na Praça da Piedade , toquei e cantei baixinho, somente para ele:
“ Nestes versos
tão singelos, minha bela meu amor...
Mesmo mal
tocada, senti o garoto dando aquela atenção, aqueles olhos acessos de quem quer
aprender, e a simpatia do sorriso de “gostei, vou aprender”...
Hoje, estava
Lázaro, e sua filha que, em pé, afagava
seu filho, neto do Lázaro, nos braços.
Perguntando
de imediato pelo seu filho, e tendo ele me informado que não veio hoje , acrescentou que
ele já aprendeu a tocar a musica que eu lhe ensinara. Claro que me senti um
SEGOVIA!
Elogiando a
educação, simpatia, atenção dos seus filhos, ele começou a contar sua história:
era menino de rua. Dormia na Avenida Sete, ali mesmo pela região da Piedade e
apontou para a calçada da farmácia ao lado “ fiz” meus filhos ali, naquela calçada.”. E que agradecia `a Paroquia da Piedade a sua libertação
das ruas, sonhando para breve a abertura de uma loja de livros usados.
Comprei dez
livros, vinte reais tudo...,entre eles, alguns clássicos da literatura,
conservados, capa dura, coisa boa, os quais estão nas fotos que ilustram este
texto.
Pagos os
livros, postos no bagageiro da bike, sigo pelo Largo Dois de Julho, um dos mais
encantadores locais para quem passa a pé ou de bicicleta pelo centro de
Salvador, pelo menos para mim.
LARGO DOIS
DE JULHO, MOLESKINES , CORDÕES PARA VALCISKINES.
Sou
apaixonado por Moleskine, que me foi apresentada por uma das minhas filhas,
então uma iniciante profissional da imprensa que também me contou a história
desta agenda de anotações.
Amadas por Jornalistas,
escritores, O marketing fez o resto,
transformando-as em um grande mito, um ícone em cadernetas de anotações.
Mas como são
caras!!!
Por serem
tão caras, só compro para dar de presente a pessoas muito especiais.
Mesmo para
minhas filhas, que adoram, temos um acerto: melhor as baratinhas , compradas em
lojas chinesas(poucas vendem), ao preço de 8,10,12 reais, na Carlos Gomes.
Fernanda Carvalho , da FRENTE &VERSO COMUNICAÇÕES já recebeu algumas de
presente. (Espero que após este aviso os amigos chineses não aumentem o preço!)
Se não for
para presentear alguém, dificilmente usarei uma Moleskine original.Mesmo para
presentes, não pode ser para todo mundo porque pode cair em mãos daquele
sujeito que, sem nenhum paladar, recebe o mais caros dos vinhos; sem nenhum
olfato, recebe o melhor dos perfumes. Não combina..
Se eu for
usar, sentir-me ei(gostaram?), como
aquele pobrezinho que namora uma princesa , vai passear em uma tarde de
domingo e não pode-lhe oferecer nem mesmo um picolé Capelinha. Também não
combina.
...
Então, faço
as minhas VALCISKINES, das mais variadas formas. Para o preço não ficar o mesmo
das originais, uso vários materiais. Ficam feias para serem mostradas a algumas
pessoas. Quando não há jeito de
escondê-las, passo óleo de peroba no
rosto, invento que sou ecologista radical, por isto uso papel reciclado, estufo o peito , personifico profissionais de
direito recém aprovados em concurso de altos salários ,penso que acabei de
engolir um trilho e enfrento os inimigos, os censores das “coisas de pobres”, e exibo ,
com altivez, a minha moleskine,
VALCISKINE, quero dizer.
LARGO DOIS
DE JULHO -CESTINHA DE PRESENTE-GANHEI MEU PRESENTE DE FINAL DE ANO...
Além do
desejo natural de passar pelo Largo 2 de Julho, descobrira em um dos meus
passeios por ali, um mercadinho que vende cordão de algodão baratinho, no caso a 2,50, uma
bola!
Ultrapassei
o Largo , seguindo em direção à Carlos Gomes e o mercadinho que procurava estava aberto. Parei em frente a ele, observando
que uma moça do caixa olhava com uma certa curiosidade para minha bike com a
placa de papelão com os dizeres:
PASSEIOS DE BICICLETAS-JABUTIS VAGAROSOS.
Encostada a
bike, em um tipo de proteção para carro de motoristas mal educados não
estacionarem nos passeios, nem bloquearem a porta de entrada do mercadinho,
dirigi-me a este para comprar o cordão para fazer a minha VALCISKINE.
Mesmo antes
de entrar, a moça perguntou:
-Para onde é
o passeio?
-Para onde você
quiser, Aracaju, Maceió, Praia do Forte ou para um ponto qualquer a duzentos
metros daqui. Você é quem vai dizer....-Respondi.
Foi a senha
para o papo sobre bike, o que foi possível , graças ao pouco movimento no
horário e a simpatia que todos,
inclusive clientes, nos dispensavam.
Promessas
para lá e para cá, dica para procurar o professor de bike, Lázaro; o bike Anjo;
Tio Lu, para umas aulas para a colega dela que dizia não saber pedalar,
dirijo-me ao caixa, para pagar. Vendo aqueles cestinhas de compras, pergunto: você
não quer me vender uma destas, mesmo bem usadas, daquelas que já estejam para fazerem uma viagem para o lixo? –Risos...
Sei que são vendidas na região da Calçada, mas dia
de semana é complicada minha ida até lá.
Responde-me
que não vende, que é para uso,. Tudo explicado, entendido e paga
a conta de cinco reais por dois rolos de cordões , vou fazendo minhas saudações
finais , caminhando em direção à minha magrela . Já de costas para elas,
Adriana, e a amiga, que não tomei o nome(pecado que não me perdou!!-vou lá de novo,
só para perguntar e por aqui...), pergunta: se eu lhe der uma que
está no depósito, você aceita?
Quase
desmaiei de emoção e respondo: Óbvio...E não precisa ser doação, eu compro pelo
preço de uma nova, mesmo se quebrada estiver, mesmo se perto da hora do enterro
dela... risos.
Voce pode esperar ir buscar ? pergunta-me Adriana.
Até um ano se voce quiser... respondo. E , se voce acietar, eu pago até o preço de uma nova, repito.
Voce pode esperar ir buscar ? pergunta-me Adriana.
Até um ano se voce quiser... respondo. E , se voce acietar, eu pago até o preço de uma nova, repito.
-Não. Não vai precisar pagar.
Ela pede a alguém e retorna uma senhora com mais um troféu do meu JABUTIS DE HOJE. Comemoro: e com uma das cores do meu Bahia!
Será batizada no Cortejo do Bonfim!! Digo com sincero entusiasmo.
Ela pede a alguém e retorna uma senhora com mais um troféu do meu JABUTIS DE HOJE. Comemoro: e com uma das cores do meu Bahia!
Será batizada no Cortejo do Bonfim!! Digo com sincero entusiasmo.
Virou mais
uma festa.
Mesmo sozinho, foi um grande passeio para mim: Lázaro, Livros, cânticos e sons de sinos de Igreja; minha cestinha; esperanças de mais gente pedalando conosco e o cordão para fabrico das minhas VALCISKINES.
Só faltou a companhia de mais jabutis. Mas, como se diz, nem tudo que é bom é perfeito.
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