VAMOS PEDALAR, COM OU SEM CICLOVIAS.
VALCI BARRETO
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EVANOTICIAS.
O acidente envolvendo nosso querido Ary Gil, movimentou as
sociais relacionadas ao mundo baiano do cicloativismo.
Parece que precisamos de tragédias para que venham soluções,
ainda que paliativas.
Certo é que os políticos, tão censurados por ausência de mobilidade
em bicicleta, também são reféns de uma população quer quer mesmo é carro,
estacionamento, prédios de luxos com cinco garagens e não bicicleta.
Não podemos dizer que não há políticos interessados na
mobilidade em bicicleta. Mas o interesse deles, políticos, esbarram na má
vontade da própria população. Não basta placas anuciadoras de ciclovias, boa
vontade, nem projetos de ciclovias e ciclofaixas. O que mais nos temos é
projeto em papel, pen drive , anúncios de obras etc.
Mas de pratico podemos afirmar que nada temos. Até mesmo ações
que não custam um centavo ao governo, não são , sequer , anunciadas.
Como exemplo da falta de boa vontade, há anos estamos pedindo
UM SIMPLES BILHETE, PORQUE NEM DE OFICIO PRECISA, para que se liberem os
elevadores e escadarias da Lapa para bicicleta e nem isto se conseguiu.
Repetindo, um barco, que faz travessia Ribeira Suburna,
transporte público, que antes permitia o transporte de bicicleta, tem hoje
placa de proibição.
Porem, de todas as mazelas , a pior de todas, sem qualquer
duvida, é a brutalidade , a estupidez, a forma, criminosa até, como a maioria dos motoristas usam carros na
nossa cidade.
Quem anda de bicicleta pelo centro da cidade, pode atestar
que os motoristas , moradores da região do centro, como Ondina, Barra, Graca, Vitoria,
Rio Vermelho, tem melhorado muito na sua relação com as bicicletas. Estas ruas são,
sem duvidas, de relativa segurança para quem andar em bicicleta seguindo as
normas de transito.
Somos supreendidos, em todos os nossos passeios, por cenas
antes impensáveis: o motorista parar para ceder passagem para bicicleta. Na saída
de garagem, aguardar a preferência do ciclista, em um “dialogo” por demais
amistoso.
Porem, basta você circular pela região da Centenario, Dique
do Tororó, Vasco da Gama , Garibaldi, ACM , para sentir as agressões de todas
as formas. E, se o ciclista não se cuidar, não subir em alguns momentos em
passeios, com certeza serão atropelados. Eu sou testemunha disso por pedalar
nesta região com bastante frequência.
Quando o motorista é de ônibus, taxis, carros utilitários,
até mesmo da Prefeitura, ai é salve –se quem puder. Ou sai da frente ou morre.
No mínimo toma grandes sustos com tiradas de finos e buzinadas assustadoras. E
ainda tem as motos que merecem comentários ä parte.
Pois bem, os motoristas são inimigos das bicicletas.
E OS POLITICOS, O QUE FAZEM?
Costumo nos meus bate papos e escritos por aqui, sempre excluir
os políticos como os culpados por todas estas mazelas. Os políticos, a Policia,
são o retrato a imagem da sua população.
No ultimo passeio da asbeb, uma cena chamou a atenção de
todos: um ônibus insistia em avançar entre os ciclistas. Os ciclistas pediam,
mas o motorista não parava. Chegou um Policial em sua motocicleta, fez o pedido
para o motorista diminuir a velocidade e o que se viu foi o ônibus arremessando
o carro na direção do Policial, como quem diz , e dizendo: passo por cima de
policial também. Uma estupidez inominável. Certamente experiente e pensando nos
passageiros, o policial contornou a situação, com o apoio dos ciclistas.
Pois bem, como os políticos e Policia resolverem uma situação
desta? Atirando, apontando uma metralhadora para o motorista?
Quem anda, como eu, nas imediaçeos da Justiça do Trabalho, no
Comercio, testemunha o seguinte, mesmo depois das promessas de NETO resolver o
problema do transito no centro de Salvador: Há uma placa , enorme, avisando que
um espaço ali delimitado é exclusivo para estacionamento de veículos de
Justiça. Pois bem, como a Justiça do Trabalho
tem suas relações naturais com o poder público, é comum o caminhão guincho
levar dois ou três em uma semana. Como não há guincho, político, policia, para
cobrir tanto espaço de gente acostumada a não obedecer as regras mínimas de transito, o resultado e o
caos e o mal exemplo.
E AS CICLOVIAS?
Qualquer político, eu não tenho duvida, que pensar em fechar
uma rua, como a Av. Sete , Parte do Comercio, Djalma Dultra, para o transporte
de veiculo, pagara um preço caro.Eu quero ver qual político terá coragem de
tirar as oficinas da Vasco da Gama , Djalma Dultra , e outros espaços assemelhados.
Neto não conseguiu, nem vai conseguir, nem mesmo tirar os
carros que infernizam a subida ao lado do Hospital Portugues , com filas duplas
e até triplas . Diga-se de carros de moradores do local cujos prédios não tem
tantas garagens como os de hoje em que uma família de três pessoas tem quatro
carros.
E AS CICLOVIAS?
Estas , se vierem , serão mais parques do que alternativas de
transito. Mas aí a culpa também não é do político. O povo quer é rua larga para
carro . E carro que corra. Quem quer ciclovia sãos uns pobretões ou malucos que
ficam por ai, INFERNINZANDO A VIDA DE ANDA DE CARRO!! ESSES DESOCUPADOS QUE
FICAM OBSTRUINDO AS RUAS COM PROTESTOS , UNS DESOCUPADOS, COMO DISSE UM
PROMOTOR PAULISTA , cuja solução das asneira que falou foi “desculpa”, “não foi
bem isto que eu disse” e DISSE! Por escrito, inclusive.
Enquanto a morte de alguém no transito, mesmo por motorista
embriagado, for resolvida com uma cesta básica, e um elevador como o Lacerda,
ostentar uma placa de PROBIDA PASSAGEM DE BICICLETA, não podemos acreditar em
ciclovias, senão apenas nas postagens publicitárias do poder publico.
Como sempre digo, comemorei ate um metro que vier. Mas
esperar por ciclovia para pedalar, não vou mesmo. Quero continuar pedalando,
com ou sem ciclovia, com ou sem ciclofaixa.
Como é preciso tragédia para
a solução de muitos problemas, vamos torcer para que o atropelo de Ary Gil faça
a população exigir que o crime , que chamam de acidente, de um motorista que
brutalmente atropela, não seja resolvido com uma cesta básica.
Tenho depoimento de uma família que perdeu um filho atropelado enquanto
pedalava. Diz a família, que mora perto do motorista atropelador, sua casa, que comumente comenta: pois é,
respondi a processo, mas não deu em nada.
Isto não é de Polícia nem de Político. É de nossa gente que,
pelo menos no transito, pensa assim.
Não teremos solução, independentemente de ciclovia e
ciclofaixa, enquanto em Salvador, na centenário, nas proximidades do shopping
Barra, houver uma placa autorizando o motorista a circular com 70 km. 70 que
ele, certo de que não pagará nem uma multa, lê como 90 ou 100 km.
Mas não vamos recuar. PEDALAR, OCUPAR AS RUAS, COM RESPEITO,
COM MUITA CONVERSA, COM “”EVANGELIZAÇAO CICLISTICA”, pelo menos algumas almas
se salvarão. Estou certo de que algumas do centro de Salvador, moradores da região
que citei, já têm, pelo menos promessas
de um lugarzinho no céu. Vamos pedir a São Pedro para nos ajudar a salvar
outras...E para isto, não precisamos de Politicos. Vamos começar nas nossas
casas, cujos familiares normalmente se comportam igualmente àqueles que condenamos,
conforme bem dito pela cicloativista VALERIA PERUNA, no último passeio da
asbeb.
Vamos acreditar, inclusive nos políticos. Justiça se faça:
alguns se mobilizam, se esforçam, e vem contribuindo. E mais não fazem ate
mesmo pela pequenez do pensamento de outros, tipo: se eu votar na proposta
dele, ele se elege , e eu não!..
Bicicletas nas ruas é a solução.
Vamos começar exigindo diminuição da velocidade dos veículos nos
centros urbanos.
-empolga-me o assunto. Por isto, o pergaminho, como chama
buga meus escritos. E vai sem revisão..como sempre, quando publico aqui. FIQUEM
A VONTADE PARA , LER OU NÃO, ESPALHAR OU NÃO, RECORTAR, REPUBLICAR, MESMO SEM
CITAR A FONTE. ALIAS, O MINADOURO MIUDINHO!!!
DOMINGO TEM JABUTIS NAS RUAS.
Agora, acreditar que vamos ter coisas em favor das bicicletas
em Salvador, para quem esta vivo ai, tá difícil. E SO OLHAR A FONTE NOVA!!!
MIHOES GASTOS E NEM UM FERRINHO PARA PRENDER UMA BICICLETA!! COMO DISSE NOSSO
AMIGO RAFA!! DOI, NÃO? PELO MENOS NO PEITO DE QUEM IMAGINAVA PODER IR A ARENA,
COM SEGURANÇA, EM BICICLETA. A DAS
CONFEDERAÇOES JÁ SE FOI!!!
-projetos já
temos demais. Vamos pô-los nas ruas,COMECANDO LIBERANDO OS ELEVADORES PARA
BICICELTAS.
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