BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

29 de julho de 2013

EU E A FOLHA DO RECONCAVO

EU E A FOLHA DO RECONCAVO

Valci Barreto
Bikebook.blogspot.com
Muraldebugarin.com

ApaixOnado por leitura, esportes, cinema, textos, grandes reportagens, fotografias, desde que me entendo por gente, o caminho natural seria um dia escrever. Fosse o que fosses, fosse onde fosse.
 Para evitar qualquer duvida, afasto-me  da condição, de escritor. Eu apenas rabisco em papeis e nas telas de computador, como agora faço.
Jornal  , literatura, representa muito no meu universo, desde que os vi pela primeira vez em cima do balcão da quitanda do meu pai, acompanhado quase sempre acompanhado  da Revista O Cruzeiro, e de um famoso Almanaque, únicos impressos  que chegavam, que eu me lembre, aos meus olhos até os meus quatro, cinco anos de idade. O mais, de impresso, ao meu alcance, eram as propagandas com fotos de  políticos, que, confesso, também adorava, velos colados nas cancelas da minha infância.
O amor ao escrito , ã imagem, vem daí.
Pulando muitos anos, e alguns textos que cheguei a publicar em cópias que espalho ainda por ai,  um conhecido gráfico de Salvador, Waschinton, figuraço,  da Gráfica Arembepe,  que fazia muitos impressos e jornais do interior, instalou a sua gráfica ao lado da casa de meus pais, no Garcia, pelos anos 80-90. Procurei-o para um orçamento para elaboração de um ZINE que eu pretendia imprimir para distribuir na rua e por onde eu  passasse. Sempre pensei, quando os meios me permitiram:  Não tenho A TARDE, O GLOBO, mas vou ser “dono do MEU JORNAL”, denominando-o de MEU ZINE, que fez muito sucesso nos corredores da Justiça do Trabalho e depois on line, entre amigos e colegas advogados da Justiça do Trabalho.
Vi, na Gráfica Arembepe, vários jornais de interior, perguntando ao waschington, se algum dos seus proprietários não queriam uma colaboração minha em termos de textos de temas livres.
Tornei-me amigo de Eduardo, de O Candeeiro, de Candeias e do NEGAO, como era conhecido ,  o queridão Claudemiro.
Sua paixão pelo SEU JORNAL, seu sorriso sempre aberto, sua simplicidade fizeram-me ajoelhar aos  seus pés de Clodo, admirador que sou deste perfil de gente. O bom humor, a naturalidade e facilidade do contato , desde  primeiro momento, que ao meu ver é  a marca fiel do que deve ser o SER HUMANO.
No primeiro dia já me casei com a Folha fiz os primeiros textos , tipo conselhos jurídicos  para leigos em dirieto.
Desde então,  não parei mais de escrever,conversar, estimular, divulgar, a Folha do Reconcavo, por onde ando.
Recentemente, veio a falecer o querido NEGAO, e sua família ficou na duvida se continuaria mantendo a Folha  que Claudemiro , já havia transformando em jornal on line, com numero de visitação crescente.
A decisão de continuar veio muito da pressão natural de seus leitores, colaboradores, amigos candeenses,  que  têm  na Folha do Reconcavo uma referencia  , um aliado, um componente, um ícone importante da sua história.
Aliada a Folha às novas formas de comunicação, às redes sociais,  e ao entusiasmo de seus familiares em manter viva a memória, a obra de Claudomiro , a Folha não parou. Nem vai parar.
 Os laços de união da família de Clodo, seu amigos, colaboradores, leitores, com seus  braços cada vez mais abertos para  novos colaboradores,  estão cada vez mais fortes , mais seguros, pisando cada vez mais firme.
Neste mês de julho, formei-me em Jornalismo. E no meu texto de agradecimento estão  impressos os nomes de Waschinton, Clodo , e a Folha do Reconcavo entre os que me fizeram sentir Jornalista, mesmo antes do Diploma.
Advogado militante desde 79, continuarei fazendo advocacia e jornalismo. Aprendi com Clodo, em uma das suas frases:

-Muita gente me pergunta porque não ganho dinheiro com a Folha, reclamam que o jornal precisa de um revisor de texto e de diagramação. Eles não entendem que eu não posso pagar para ser bem feito . E que, por isto faço Jornal e Jornalismo, como ARTE.
Como se arte também não precisasse de dinheiro,  era assim que fazia e pensava o Clodo da sua obra que eu considero o  Jornalismo na sua mais pura : contando estórias e historias de pessoas bem próximas, sem perdar o encanto e a paixo.
  Segundo Confucio,” viva do que você gosta de fazer que você não vai trabalhar nunca” . Poucos conseguem tamanha ventura .
Mas, quem não consegue fazer para ganhar dinheiro, não deixa de ter grãos de felicidade,  pode fazer o que gosta como arte, como hobby. Clodo foi muito feliz nos momentos que fazia a Folha.
Sou feliz vendo meu nome entre seus colaboradores, que no dia  03 de agosto de 2013 estará completando 38 anos de existência.
Com este tempo, que para Valter Xeu é quase um milagre para  jornais impressos no interior da Bahia, tem  a FOLHA DO RECONCAVO,  seus leitores, familiares de Clodo,  candeeses, muitos motivos para uma comemoração, por mais simples que seja.
Comemoraremos!
Eu  já estou festejando, agora com meu canudo de Jornalista que a Folha e clodo me fizeram sentir como tal, mesmo antes dele.

Vida longa para a FOLHA DO RECONCAVO!

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