BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA
31 de maio de 2013
VALCI BARRETO, LAPIS E CARRINHO DE MÃO CONTINUAM CUMPRINDO SUA MISSÃO.
CARRINHO DE MÃO E LAPIS CONTINUAM CUMPRINDO SUAS MISSÕES.
vALCI bARRETO
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Apesar do avião, o carrinho de mão continua cumprindo seu papel nas feiras livres. Apesar do computador, o lápis continua um eficaz instrumento de trabalho para desenho e escrita.Eu não ando sem. Hoje mesmo , mostrei para minhas filhas meu novo estojo de caneta e lapis. Mostrei também para Joana , MEL DE FLOres.
Há anos andava atras de um estojo perfeito para lapis e caneta. E centenas deles , estojos, ao meu lado: de graça, encontravel em qualquer lugar, não tem eclair para quebrar, pano para rasgar, e uma tampa que também se acha em qualquer pedaço de chão: garrafa pet de agua mineral, das pequenas: a tampa é estreita,mas ja treinei e consigo retirar lapis, caneta e pincel atomico facilmente. Vou fazer um video mostrando a minha nova descoberta. Alguns debocham, outros admiram. Sei que estou adorando a garrafa pet como porta lapis e caneta. Agora, com maior razão, spós ter lido o texto de Ruy Csstro. Agora, pagar para apontar lapis, não vou não, a nao ser quando "minhas obras"(valeria peruna , itana e Buga sabem a que se refero) ganharem premio nobel.
Segue o texto de Ruy Castro. recomendo, também, sobre escrita a lápís, uma cronica em "tempo de vivier, de hemingway, onde ele ensina que a melhor forma de escrever é a lapis. Acho que ainda vale para hoje. - a lapis, erro bem bem menos do que quando escrevo por aqui. Mas para não abusar ainda mais o buga , esta aí o texto de Ruy Castro:
"
:RIO DE JANEIRO - Deu no jornal. David Rees, 40, cartunista americano, vendo-se sem ideias para criticar o governo Obama como fazia com o governo Bush, resolveu abandonar a carreira e abraçar outra. Tornou-se apontador profissional de lápis. Você perguntará: Mas essa profissão existe?
Para quem não se lembra, lápis era um objeto --digo, ferramenta-- que se usava para desenhar ou escrever. Ao fazer isto, a ponta de grafite se gastava, ficava rombuda ou quebrava. Era preciso "apontá-la", desbastar a madeira em volta e limar o grafite até que ele ficasse de novo em ponta. Para isso usava-se um aparelho chamado, não por coincidência, "apontador". Ou uma lâmina tipo canivete ou gilete. Pois, até há pouco, isso era para amadores.
Rees é um profissional. Para ele, apontar um lápis é algo tão sofisticado quanto escrever ou desenhar. Exige destreza, atenção e paciência, além de vasto equipamento: apontadores (de manivela), estiletes, lâminas (de diversos calibres), tornos, tesourinhas e lixas. Na sua mão, uma ponta perfeita pode levar 45 minutos. Não admira que cobre US$ 40 por cada pequeno lote, e não lhe falte serviço. O cliente tem garantia.
Quando se podia jurar que ninguém mais usava lápis, Rees ostenta uma clientela composta de escritores (há os que só se sentem "escrevendo" se escreverem a mão), engenheiros, arquitetos, designers, diretores de arte, artistas gráficos e, claro, milhares de escolares cujas mães insistem em que eles cheguem ao colégio no primeiro dia com os lápis apontadinhos. Morasse no Rio, Rees seria disputado pelos últimos proprietários de botequim que ainda usam lápis atrás da orelha.
Eu já suspeitava da sobrevivência dos lápis --às vezes vejo alguns sobre a mesa do meu amigo Helio de Almeida, diretor de arte, em São Paulo. Mas não sabia que se podia viver de mantê-los vivos.
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Cristina Noya e Monica Artiles Álvarez curtiram isso.
Valci Barreto para quem chegar até o final do texto: ao escrever a lapis, não esqueça de ter ao lado, apontador e borracha. AINDA É UM OURO PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER, principalmente se tiver uma secretaria para digitar!!!
há 9 minutos · Curtir (desfazer) · 3
Monica Artiles Álvarez Muito bom! E viva toda a gente que ainda usa o lápis!!!!
há 5 minutos · Curtir (desfazer) · 2"
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