BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA
3 de maio de 2013
ESTA MORRENDO E VAI MORRER MUITO MAIS...
ESTA MORRENDO E VAI MORRER MUITO MAIS...
=não reviso texto quando publico aqui.
Valci Barreto
Folhadoreconcavo.com.br
Facebook/valcibarreto
Bikebook.blogspot.com
O crescimento de mortes de ciclistas no transito é por demais esperado.
O crescimento do numero de veículos, da população, o significativo aumento de ciclistas nas ruas , acrescido do tempero da falta de educação, ou de falta de atenção, não há como não se pensar em piorar ainda mais, pelo menos por um bom tempo.
O Correio noticia mais uma morte de ciclista no transito em São Paulo e, mais uma vez, provocada por ônibus. Aqui não vamos condenar ninguém , em relação a este fato, pois não é nossa missão.
Mas por que ônibus, proporcionalmente, mata bem mais do que os outros carros? A explicação não é tão complexa FALTA DE EDUCAÇAÇÃO, tanto dos motoristas quanto dos ciclistas.
No transito, nosso povo é estupido. Somos brutamontes, verdadeiros animais: estacionamos em passeios, em filas duplas em frente à escola, buzinamos em igrejas hospitais, gritamos dentro de livrarias, ao celular em locais fechados, furamos fila, cultuamos a lei do Gerson, inclusive nos elevadores de nossos prédios e shoppings.
Pois bem, se somos assim circulando a pé, ou mesmo em casa deitadinho enquanto o som vai para as alturas, não vamos ser diferente ao dirigirmos.
A única diferença da brutalidade que pequenos gestos do dia a dia, provocam, como gritar dentro de um elevador, da de quem dirige falando ao celular e que, neste caso, pode matar mais fácil. Ou morrer. Gritar dentro de um elevador passou a ser uma coisa corriqueira. Pois bem , esta será a mesma pessoa que , ao dirigir, o fará alcoolizado, falará ao celular enquanto dirige, estacionará em frente a garagens, furará fila, porá som alto no carro ou dentro da sua casa, infernizando quem está próximo. São estas mesmas pessoas, que ao volante, vai querer passar por cima de tudo e de todos, achando tudo muito normal.
E será o mesmo sujeito que vai pôr uma cadeira, a moto ou carro quebrado sobre a ciclovia, como se vê, com frequência, na orla de salvador.
E, se estiver em bicicleta, é o mesmo que não vai respeitar a parada do ônibos, não prestará atenção a pessoas que sobrem e descem , circulam nos pontos e nas faixas de pedestres.
Será o mesmo pedestre e ciclista que, achando-se mais seguro, andará ou pedalará na contra mão, desrespeitando quem vem no sentido correto.
Em Salvador, a cena mais comum é vemos ciclistas e corredores circulando na contra mão que vendo uma bicicleta em sentido contrario, eles não fazem o que seria obvio se quisesse permanecer no seu erro: parar e ceder passagem a quem está correto.
Em Salvador, que a conhecemos andando a pé , de carro ou de moto, o que vemos sempre é o contrario: o corredor ou pedestre, principalmente se for tipo malhadão, não sai da frente , olha para o ciclista como quem diz: não estou lhe vendo, não sei quem é voce, esta pista aqui é minha e isto aqui não é lugar para bicicleta.
É comum ouvirmos : meu amigo, isto aqui não é lugar para bicicleta não!!
No domingo passado, dirigiamo-nos para Itapuã. Valeria pedalava corretamente, na ciclovia. Em sentido contrario, vinham três pessoas. Um casal ,cuja mulher vestia-se e se comportava com todo o glamour de capa de revista de moda, vinha pedalando e, ao encontrar uma poça, desceu para empurrar a bicicleta. Porem, em vez de aguardar a nossa passagem, o que seria logico, natural e civilizado, já já havíamos entrado na poça, senhora continuou empurrando em direção de valeria para não molhar suas lindas , limpas, chics, roupas brancas nem os pneus da bicicleta. Normal não querer sujar-se com a agua empopoçada. Mas o normal termina no momento em que sai as da sua posição, e continua empurrando sua bike em nossoa direção enquanto pedalávamos em nossa mão e íamos entrando na poça, mais rasa do nosso lado.
Certamente esperando que decessemos das nossas bicicletas para permitir a passagem da sua nobreza, não foi isto que ocorreu. Continuamos normalmente, diga-se quase parando , como é nosso jabuti, ainda mais em uma poça da gua.
Passa, então, por nos a senhora, um pouco apertada e diz: COM A FALA, VOZ, GESTOS, FINOS E PURIFICADOS, INCLUSIVE NA ENTONAÇÃO, GENTILMENTE ATACA, referindo-se a Valeria, mais ou menos assim: as pessoas deveriam ter, pelo menos um pouco de gentileza.
Aquela senhora, com todos os seus movimentos e doçuras não tinha tido a gentileza de ceder a passagem de quem dirigia corretamente e, naquele momento, e que tinha a preferencia, no caso Valeria e nosso grupo . Ela, senhora, por todas as regras e logicas, era quem deveria esperar, já que a poça mais suja e funda estava na sua pista e não na de valeria. E valeria, pela velocidade natural, já estava muito próxima da senhora.
Como a senhora foi passando e falando ao mesmo tempo, não deu tempo para que ela ouvisse de Valeria o que pode dizer esta para o marido da nobre.
Sua mulher não aprendeu. Ensine para ela.” . O marido havia feito a coisa certa cedeu a natural passagem, aguardando o momento para seguir.
Estes episódios são remoídos por nos nos jabutis. Conversei com Valeria: eu não diria nada para aquela senhora. Eu entenderia que ela tinha certeza de que estava correta e de que não estávamos sendo gentis, quando a agressora das regras básicas foi ela. Gentilmente demonstrou não ter conhecimento. Ou tem a certeza de que, pela sua educação, os mal educados, são os outros em quaisquer situações. Erro de visão, de calculo , dfalta de conhecimento.
Brinco com os amigos o que fiz com a Valeria, em tais situações: pense em Cristo: “ perdoai-lhes senhor, eles não sabem o que fazem”.
A hora de educar não é em momentos como o que vivenciamos ali. Há quem pense que, seja qual for o momento, temos que dizer as pessoas que elas estão erradas. Eu, deixo passar. Prefiro outras formulas e modos, até mesmo para evitar conflitos desnecessários e porque há melhoes e mais seguros, ao meu ver, como bate até entre amigos que não conhecem , que reproduzirão lições. Fal em taxis, ônibus, filas de banco, quando o assunto se apresenta. E escrevo e muitas vezes imprimo e ponho em locais que possam ser lidas as dicas por mais pessoas.
É o que faço, agora, com mais este pergaminho, como Buga denomina meus textos por serem grandes.
E ele tem razão pois, o que queria dizer mesmo era:
-fique longe de ônibus e de pedestres, o máximo que puder. Nos pontos de ônibus, use retrovisor, diminua a velocidade; se ele estiver parado, espere a saída dele. O contorne afastando dele, dos pedestres e dos demais carros, ainda que empurrando a bicicleta. O minuto que voce perde, pode ser os dias a mais que voce vai viver , dos quais foi privado tantos acidentados e mortos por falta destes pequenos cuidados. Desenvolva a paciência. Aguce ouvidos, olhos. Faça dos seus olhos o da coruja: gire-os 360 graus sem esquecer os buracos que podem estar em frente à sua bicicleta. Nos centros, diminuir a velocidade e o grande segredo para continuar vivo e inteiro. Especialmente em pontos de ônibus, faixas de pedestres, locais de grandes aglomerações.
Em todos os pontos de ônibus, observe se não vem algum atrás de de voce. Use retrovisor: se ele vier correndo, a intenção dele é passar por cima de voce, ultrapassa-lo, espreme-lo, antes do ponto: ele quer chegar primeiro e tem certeza de que, matando-o, aleijando-o, o nada sofrerá de punição.Nem ele nem a empresa, a não ser que o morto seja alguém muito influente. É obvio que não estamos incluindo aqui os bons e respeitosos motoristas.
Nem estamos nos referindo aos ciclistas brutamontes que muitas vezes podem ser, bem mais, classificados como suicidas do que vítimas de maldades alheias, tamanha a falta de atenção, de cuidado, de respeito com ele, com o carro e com os pedestres.
Em matéria de falta de educação, na mobilidade urbana , pedestres, ciclistas, motociclistas, não devem nada uns aos outros, exceto na matança, que de carro é mais fácil produzir.
Ontem, mais um ônibus matou um ciclista paulista.
Entre países matadores no transito, estamos entre os primeiros. Só os registrados: 270 mil por ano.
Há quem ache pouco, normal, considerando que ainda se dirige bêbado, em alta velocidade, falando ao celular, ultrapassando perigosamente, estacionado em passeios, jardins, portas de escolas em filas duplas e triplas.
So para ficar, como dito, em nossa capital, aqui os motoristas dão aulas aos seus filhos de como estacionar em filas duplas e triplas , em frente a escolas, e a buzinar cada vez mais alto com menor esforço. A mudança pode vir. Mas não será para esta geração que já se perdeu, pelo menos em matéria de educação e de respeito ao próximo. O símbolo mais expressivo é a buzinada para chamar filhos em escolas: locais que escolheram para ensinar aos filhos: é assim que se chama filho nas portas de escolas .
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