BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

21 de maio de 2013

DIA MUNIDAL SEM CARRO, VALCI BARRETO

Valci Barreto DIA MUNDIAL SEM CARRO. Valci Barreto. Nasceu o DIA MUNDIAL SEM CARRO, com a seguinte proposta: Ir ao trabalho em bicicleta , a pé , de ônibus, ou mediante outro transporte público. Fazer o transporte solidário. A intenção é usar menos o carro e não, necessariamente, usar a bicicleta. Como eventos que tem brilhantes ideias são transformadas ao longo dos tempos, segunda cada geografia e cultura, terminou, pelo menos aqui no Brasil, em algumas cidades, como se fosse UM GRANDE PEDAL, UM GRANDE GRUPO , NO CASO DA BAHIA, ATÉ COM TRIO ELETRICO, OU UM GRANDE CARNAVAL. Marqueteiros , políticos, artistas, pessoas e grupos, enfim, que precisam de visibilidade, e que querem dar visibilidade aos seus produtos e idéias, terminam modificando o conceito, a formula, a proposta inicial do que deve ser o Dia Mundial sem Carro para transforma-lo em mais um momentoso evento, tipo carnaval, passeata, caminhadas . A ideia inicial, inclusive, não é de tornar o dia um evento formal, com calendários e formulas. A ideia é por nas cabeças das pessoas que se pode fazer muito pelo planeta, por uma vida melhor com mudanças de praticas, como usar melhor e socialmente o transporte público e mesmo o carro particular. Propoe o vereador Everaldo Augusto, sem duvida um dos políticos atualmente mais envolvido com as questões cicloativistas, a incorporação do DIA MUNDIAL SEM CARRO ao calendário oficial de Salvador. Com todo respeito ao vereador, nosso amigo pessoal e de pedal, não acho importante, para o DIA MUNDIAL SEM CARRO, se for este o caso, como mais um grande evento em salvador, nos moldes dos grandes passeios . Como a data pode ocorrer em dias comuns de trabalho, esta incorporação, em vez de tornar um evento agregador de boas praticas cicloativistas, poderá criar embaraços para a vida normal da cidade, o que não pretende o Dia Mudial Sem Carro. Há muito o que fazer pelos órgãos públicos, por nós , pelo vereador, pela Câmara Municipal, bem mais útil e prático para fazer avançar as alternativas de transporte em nossa Capital de transito caótico. Como colaboração, sugiro o seguinte que acredito mais benéfico: Investida permanente no sentido de liberar os elevadores lacerda, escadarias da lapa, planos inclinados, para as bicicletas. Impor ao concessionários de transporte urbano, que em cada ônibus seja implantado equipamento para o transporte de pelo menos uma ou duas bicicletas. (esta medida é legal, vez que o transporte público é concessionário de serviço público) Permitir o transporte de bicicleta nos transportes marítimos, dando preferencia a uma ou duas, ou mais bicicletas, a depender do tamanho do meio de transporte: barco, ferrie, catamarã. Não precisa criar um espaço reservado para bicicletas, mas permitir que determinada quantidade de bicicleta possa ser conduzida junto aos passageiros. Em vez de INCORPORAÇÃO DO DIA MUDIAL SEM CARRO NO CALEDARIO, POSSIVELMENTE FESTIVO DE SALVADOR, a criação do DIA DA CONSCIENCIA DO CONDUTOR DE VEICULOS , DE QUALQUER VEICULO, EM RELAÇAO AO RESPEITO QUE DEVE TER O MOTORISTA PARA O CICLISTA. Querendo ou não a Camara de Veradores, o DIA MUNDIAL SEM CARRO JÁ EXISTE. Não precisa ser incorporado. Já está na consciência coletiva mundial. No caso do Brasil, algumas cidades tem-na realizada da forma que eu não acho a recomendável: reúne milhares de bicicleteiros para ocupar as ruas, com todo o estardalhaço próprios da nossa cultura, por demais festiva , felizmente, da qual Bahia e Rio são exemplos maiores. Já temos o DIA MUNICIPAL DO CICLISTA O mundial já existe e podemos deixar que os cultores da bicicleta façam-no cada vez mais importante, o que já tem realizado , embora timidamente e também de forma desvirtuada, alguns grupos como massa crítica, bicicleta Salvador, Jabutis Vagarosos. Nossos eventos ciclísticos, em função da nossa cultura festiva, caminham para o carnaval. Um carnaval de bicicletas pelas ruas de Salvador, o que comemoramos. Hoje, acho mais importante o fechamento das ruas para três dias de pedaladas , com a cidade fechada para o transito, do que uma semana de carnaval. Pelo menos um dia de carnaval poderia ser substituído por UM DIA DE CICLISMO NA BAHIA. DE PASSEIO CICLISTICO, NÃO DE COMPETIÇÃO. Eu acho que um dia isto vai acontecer e comemorarei. Mas, para o dia mundial sem carro, acho melhor deixar como está: que ele sirva como estimulo para que as pessoas possam ir de casa para o trabalho em ônibus, transporte solidário, a pé ou de bicicleta. Um dia festivo com milhares de ciclistas pela rua é tudo que não quer o DIA MUNDIAL SEM CARRO. Eu também não. Aqui é uma manifestação pessoal, de quem quer pedalar com segurança pelas ruas da cidade em qualquer dia e não apenas em grandes eventos com carro de som, batedores, e grandes folderes de patrocinadores, públicos e ou privados. Isto podemos deixar acontecer de forma natural, estimulando o passeio da ASBEB a caminhar neste sentido. Cultura e competência para isto os bicicleteiros que compõem a ASBEB já possuem. Então, em vez de incorporação do DIA MUNDIAL SEM CARRO, ao calendário festivo, esportivo ou outro qualquer de Salvador, sou mais pelas sugestões imediatas que sugeri acima, e pela transformação do primeiro domingo de cada mês, como o O DIA DAS BICICLETAS NAS RUAS DE SALVADOR, ou mesmo da BAHIA, se Câmara e Assembleia Legislativa se entenderem. Aí eu APROVO, SEM MODERAÇÃO, mesmo porque em nada perturbaria os dias normais de trabalho. Mesmo porque, indo ao trabalho em ônibus e não apenas em bicicleta, está o cidadão atendendo à proposta original e correta ao meu ver, do DIA MUNDIAL SEM CARRO, que não contempla apenas a bicicleta , mesmo sem estar em nenhum código ou postura de instituições publicas ou privadas: é coisa para o cidadão absorver. De toda sorte, a incorporação do DIA MUNDIAL ao nosso calendário oficial não prejudica em nada as demais sugestões. Nada a opor, apenas sugerir ações imediatas mais praticas , mais baratas e por demais eficientes para por mais gente pedalando nas ruas de Salvador.

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