BIKE, BICICLETA, VALCI BARRETO , LITERATURA

25 de abril de 2013

CICLISMO, AUDIENCIA PUBLICA

AOS BICICLETEIROS DA BAHIA. VALCI BARRETO Bikebook.blogspot.com Muraldebugarin.com Evanoticias Folhadoreconcavo.com.br Dia 26.04.2013, teremos audiência publica, na câmara de Vereadores, para tratarmos do sistema cicloviário de Salvador. Apesar das promessas , acentuadas pelas proximidades da Copa do Mundo, e pela visibilidade que a bicicleta tem dado às mais variadas ações governamentais em todo o planeta, Salvador está em atraso secular. A iniciativa da Camara, para esta audiência pública, é mais uma esperança. Mesmo que tudo fique no papel, em campanhas publicitarias, nas redes sociais, ainda assim ela é importante por dar mais espaços ao que almejamos para o uso da bicicleta como meio de transporte. Aproveitemos, assim, este evento para reivindicar ações simples que podem ser efetivadas , DE IMEDIATO, sem necessidades de leis, audiências públicas e ou maiores complicadores muitas vezes necessários em projetos maiores. Ao meu ver, os bicicleteiros podem fazer bem mais do que os próprios órgãos públicos, reféns que são das mais variadas tendências e interesses políticos que envolvem o mundo das bicicletas nos grandes centros. A perda de passageiros de ônibus, que usarão a bicicleta, é vista por muitos como prejuízo para suas atividades. Reserva de estacionamentos para bicicletas, em lugar da destinada ao carro, pode parecer prejudicial a centros comerciais, supondo que quem anda de bicicleta é pobre e não gasta e quem anda em carro é alguém que vai consumir. Esta parte podemos esclarecer que, além de um atentando , uma discriminação , é erro de calculo, falta de esclarecimento, sobretudo porque a classe media quer andar em bicicleta mas não é encorajada, sobretudo pela insegurança causada pela brutalidade do transito. Algumas ações praticas, que podem ser realizadas de imediato, tanto pelos ciclistas como pelo poder puublico ou por ambos. Permissão de transporte de bicicletas pelos ascensores que ligam cidade baixa à cidade alta: Elevador Lacerda, Plano Inclinado, Escadarias da Lapa. Todos os shoppings , órgãos públicos, empresas privadas mantem grandes áreas destinadas aos carros e nenhuma destinada a estacionamentos de bicicletas. Podemos ajudar a reverter com campanhas educativas, esclarecendo nosso ponto de vista e até mesmo os lucros que poderam advir com o estimulo do uso da bicicleta em todos e quaisquer espaços, inclusive em shoppings, clinicas, mercados, supermercados. Campanhas educativas junto a empresas de ônibus, taxis, escolas de motoristas , folders em ônibus informando que a bicicleta, do mesmo jeito que o carro, tem direito de circular nas ruas. Redutores de velocidade na cidade. Nada justifica que áreas urbanas, como Pituba, rio vermelho, barra, tenham velocidade de 70 km permitida para veículos. Esta velocidade se justificava em um tempo em que os vales eram praticamente fora da cidade. Hoje não mais justifica, vez que os vales estão inseridos na zona urbana de elevado índice de ocupação por pessoas, casas, carros. Defendemos ciclovias , ciclofaixas. Mas, mas do que isto, defendemos amplas campanhas educativas em toda a cidade, começando pelas escolas de motoristas que, sequer, em seus cursos, falam do Có digo de Transito relacionado à bicicleta. Muitas ações em favor das bicicletas, dependem muito mais da capacidade de articulação dos ciclistas do que do poder publico. Este deve, e sempre será, o grande parceiro, facilitador das reivindicações dos bicicleteiros baianos. Sem os dois, nada funciona. Como, pelo menos até agora, nada funcionou. Pelo menos em relação às nossas necessidades. A boa vontade do poder publico pode começar por uma ação sem custo, abertura dos ascensores para o transporte de bicicletas. E que os bicicleteiros colaboram com panfletos, mensagens, junto aos usuários dos elevadores, que estamos tentando uma cidade mais uma para todos . Pelo menos em relação ao uso das bicicletas. 25.04.2013 Curtir · · P

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